Porto Alegre, sexta-feira, 15 de janeiro de 2016. Atualizado às 07h09.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
21°C
31°C
20°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,9970 3,9990 0,29%
Turismo/SP 3,6500 4,2200 1,19%
Paralelo/SP 3,6500 4,2200 1,19%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Participação popular Notícia da edição impressa de 15/01/2016. Alterada em 15/01 às 08h09min

Coredes poderão mudar foco da Consulta Popular

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Regiões receberam R$ 2,5 mi para reformular planejamento estratégico

Marcus Meneghetti

Tanto o Fórum dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) quanto o governo do Estado querem mudar o foco da Consulta Popular em 2016: em vez de obras que beneficiem municípios separadamente, a ideia é priorizar aquelas que fomentam o desenvolvimento regional. Para discutir essa mudança, o secretário adjunto da Secretaria Estadual do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional (Seplan), José Oltramari, pretende visitar as 28 regiões dos Coredes até fevereiro.
"Em algum momento, os municípios começaram a se organizar para conseguirem, na Consulta Popular, obras para a sua cidade, como o calçamento de uma rua, por exemplo. Mas isso é competência das prefeituras, não do governo do Estado. O compromisso do Estado é fomentar o desenvolvimento regional", avaliou Oltramari.
A maioria dos Coredes concorda com essa perspectiva. "Somos favoráveis ao desenvolvimento regional. Por isso, estamos propondo uma transição do modelo atual para o novo. A princípio, nossa sugestão é que, em 2016, direcionemos 30% dos recursos para obras regionais e 70% para municipais. E, a cada ano, aumentaríamos a proporção de obras focadas no desenvolvimento regional", revelou o presidente do Fórum dos Coredes, Paulo Fernandes que não descarta a possibilidade de, ainda neste ano, o percentual de demandas regionais ser maior que o proposto.
Para direcionar a Consulta Popular ao fomento das potencialidades regionais, o governo liberou R$ 2,5 milhões para os Coredes atualizarem o planejamento estratégico de cada região (formulados em 2009), conforme atestou Oltramari. "Estamos disponibilizando dois estudos para que os Coredes usem como ponto de partida na hora de fazer seu planejamento: os cadernos de regionalização e os perfis socioeconômicos de cada conselho regional", falou Oltramari.
Os Cadernos de Regionalização são parte do Plano Plurianual 2016-1019 e apresentam os gargalos, as oportunidades e o impacto de políticas públicas para nove Regiões Funcionais de Planejamento (divisão feita de acordo com as características econômicas). Quanto aos perfis socioeconômicos, sintetizam os avanços de diagnósticos, de estratégias e de proposições apresentados pelo Estado nas últimas décadas, para cada um dos 28 Coredes. O objetivo dos perfis é acompanhar o desenvolvimento econômico de cada Coredes, buscando fomentar a economia de regiões pouco desenvolvidas, em uma tentativa de equalizar a produção de riquezas no Estado. "Por exemplo, há regiões que são agrícolas, produzem os alimentos e mandam para outra região industrializá-la. A região que produz não agrega valor. A que industrializa, sim. Os estudos, que ajudam a atualizar o planejamento de cada Coredes, ajudam a saber qual a região que precisa de mais indústrias. Emparelha o desenvolvimento nas diversas regiões do Estado", avaliou Fernandes. 
Além disso, representantes da Seplan e do Fórum dos Coredes estão negociando os valores e a data da Consulta Popular de 2016, visto que a votação das prioridades deve ser antecipada neste ano, por conta das eleições municipais. Segundo Fernandes, o Fórum pediu à Seplan R$ 200 milhões para o processo participativo de 2016 o que está em estudo no governo, mas, pela situação financeira do Estado, não deve ser atendido.
"No ano passado, pedimos R$ 200 milhões e recebemos R$ 60 milhões para a Consulta Popular. Portanto, não sabemos como o governo vai responder à nossa proposta inicial. De qualquer forma, esperamos que o valor do ano passado seja atendido até 31 de março, quando apresentaremos os projetos (das obras) para serem anexados ao orçamento do Estado", falou o presidente do Fórum dos Coredes. Oltramari garante que os recursos serão executados totalmente. 
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Chapa impugnada ao Plano Diretor vai recorrer

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo