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Editorial Notícia da edição impressa de 27/01/2016. Alterada em 26/01 às 21h03min

Diagnóstico da saúde pública continua muito ruim

O Brasil paga o preço novamente da incúria administrativa e da falta de planejamento. Na saúde pública, isso não é novidade. Administramos por crises quase tudo, deixando de lado planejamento de Estado que passe por governos sem solução de continuidade. Daí que estamos agora "exportando" a dengue e o zika vírus.
É mais uma nódoa para um País envolto nas crises econômica e política, sendo que a primeira, acredita-se, faz com que a segunda aumente seu raio de ação. Então, não surpreende quando a procura por repelentes aumentou 527% em 2016. É que temos uma ameaça invisível. É assim que as pessoas encaram o mosquito Aedes aegypti. Doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya são transmitidas por esse mesmo mosquito. Um inseto que causa terror e pânico na população há muitos anos agora faz crescer a histeria devido à notícia que crianças e grávidas correm mais riscos do que os outros. Todo o verão, nos deparamos com os mesmos problemas, epidemias, hospitais lotados e estatísticas assustadoras. Como forma de defesa, investimos em repelentes e em cartilhas para eliminar focos de procriação do mosquito.
Porém, existem algumas variáveis que não podem ser esquecidas na questão da saúde pública no Brasil, motivo de críticas sistemáticas desde alguns anos. Aumentou a população, as pessoas se cuidam mais, os medicamentos e a medicina avançaram e, com isso, os médicos, conseguem estancar moléstias que eram mortais há menos de 40 anos. Mas nada que impeça uma epidemia de dengue onde a falta de cuidados com a limpeza em geral tem sido apontada como a causa principal do mal. Saneamento básico não é prioridade da maioria dos governos.
Mas o que interessa agora é como estancar a dengue que está assolando quase todo o Brasil. Para o Ministério da Saúde, esta é uma guerra que o País está perdendo. E feio, de goleada.
Há que ser feito um esforço conjunto da população, das prefeituras e dos estados para que, em comum acordo com a União, se consiga debelar os focos que estão se espalhando junto com o lixo e as águas estagnadas, onde, sob o efeito do forte calor, se multiplicam as larvas do mosquito cujo nome em latim se tornou popular para todos os brasileiros há alguns meses.
Como dizia a antiga música de Carnaval, adaptando-a, ou o Brasil acaba com a dengue, ou a dengue acabará com o Brasil, não mais a saúva.
Por isso, o diagnóstico da saúde pública continua sem uma imagem nítida, onde o clínico geral ou o especialista possa dizer, exatamente, o que há de errado no organismo administrativo desta rede que, a rigor, é formidável em Porto Alegre, se somarmos os postos de saúde e, mais recentemente, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Enfim, é como se um vírus ou bactéria desconhecida atacasse a rede hospitalar de alguns estados. Só uma pesquisa, exames laboratoriais, ecografias, ressonâncias magnéticas ou, finalmente, uma densitometria nas repartições chegasse à cura tão almejada. Enquanto a junta médica não identifica o mal, vamos ministrando uma cobertura de antibióticos no paciente saúde pública, onde a prescrição mais indicada continua sendo apenas promessa.
Enquanto a cura não vem e ela está longe, sem vacina , temos que redobrar esforços em busca de uma limpeza geral em todos os setores domésticos, evitando o acúmulo de lixo e descartando recipientes onde a água possa se acumular. Estamos perdendo outra guerra na área da saúde e, desta vez, por culpa de todos nós, brasileiros.
 
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