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Relações diplomáticas Notícia da edição impressa de 18/01/2016. Alterada em 17/01 às 19h49min

Irã comemora fim das sanções pelos EUA e UE

ATTA KENARE/AFP/JC
Em discurso no Parlamento, Rohani agradeceu aiatolá pelo apoio

O acordo nuclear entre o Irã e seis potências mundiais entrou em vigor sábado depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) atestou que o país completou uma série de compromissos preliminares, inclusive o desligamento de milhares de centrífugas de enriquecimento de urânio e a remoção do núcleo do reator em sua instalação de água pesada de Arak, perto de Teerã. Com isso, Estados Unidos e nações da União Europeia (UE) suspenderam as sanções imposta à República Islâmica.
Ontem, o presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que a implementação do acordo nuclear representa a virada de uma "página de ouro" na história do país e abre caminho para um renascimento econômico. "O acordo abre uma nova porta e prepara um novo terreno que deverá ser empregado para trazer prosperidade e progresso para o Irã", disse, em discurso ao Parlamento iraniano. Ele também agradeceu ao líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, por "incessantemente" monitorar o progresso do negócio.
O presidente publicou, em sua conta no Twitter, a informação da implementação do acordo, pouco depois de a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, e do ministro iraniano Javad Zarif anunciarem o início da suspensão das sanções internacionais. "Agradeço a Deus por essa bênção", disse na rede social. "Parabéns por esta gloriosa vitória!", acrescentou.
O Irã e as seis potências alcançaram o acordo em julho do ano passado. Além dos EUA, fizeram parte da negociação Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China. O país do Oriente Médio concordou em reduzir sua atividade nuclear em troca de alívio das sanções que debilitaram sua economia. Os países ocidentais defendiam há muito tempo que o Irã mantinha armas nucleares, mas o governo iraniano insistia que suas atividades eram para geração de energia e pesquisa médica.
 

Obama afirma que EUA barrou criação de bomba nuclear


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que o país cortou todos os caminhos possíveis para o Irã obter uma bomba nuclear. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Obama elogiou o acordo nuclear e a troca de prisioneiros com Teerã como símbolos do que é possível obter com a diplomacia.
"Este é um bom dia, porque, mais uma vez, nós estamos vendo o que é possível através da forte diplomacia norte-americana", afirmou o presidente, acrescentando que o Irã não vai "colocar as mãos" em uma arma nuclear. "Estas coisas são um lembrete do que podemos conquistar quando lideramos com força e com sabedoria."
Suas declarações podem ser interpretadas como um recado aos republicanos, que criticaram abertamente o presidente por seus esforços de negociação. Obama ressaltou que os EUA ainda têm diferenças significativas com o Irã e vai continuar aplicando sanções contra seu programa de mísseis balísticos. O Departamento do Tesouro divulgou ontem sanções a 11 empresas e indivíduos por fornecer suprimentos ao programa de mísseis balísticos do Irã.
Obama ainda descreveu a libertação de sete iranianos pelos EUA como um "gesto humanitário e de reciprocidade". Cinco foram libertados ontem. Os iranianos eram acusados de envolvimento com violações às sanções impostas por conta do programa nuclear.
Já o Irã aceitou libertar quatro norte-americanos acusados de espionagem. O jornalista do Washington Post Jason Rezaian, o pastor Saeed Abedini e o ex-militar Amir Hekmati já estão na Suíça. O quarto norte-americano, Nosratollah Khosravi-Roodsari, não estava a bordo. Nada se sabe sobre quem ele é ou o motivo de sua prisão.
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