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Terrorismo Notícia da edição impressa de 13/01/2016. Alterada em 12/01 às 20h27min

Atentado em Istambul deixa dez mortos

OZAN KOSE/AFP/JC
Polícia isolou a área para o caso de acontecer uma segunda explosão

Um ataque suicida no bairro turístico de Sultanahmet, em Istambul, deixou dez mortos e 15 feridos na manhã de ontem. Uma forte explosão pôde ser ouvida em vários bairros da cidade pouco depois das 10h locais (6h em Brasília). A polícia isolou a área para evitar que uma possível segunda explosão deixasse mais feridos.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que um homem-bomba de nacionalidade síria estaria por trás da explosão. Posteriormente, o vice-premiê, Numan Kurtulmus, afirmou que o terrorista suicida tinha 28 anos. Segundo Kurtulmus, entre os feridos há ao menos oito estrangeiros, sendo seis alemães, um norueguês e um peruano.
Após a explosão, a Alemanha publicou um comunicado orientando os cidadãos do país que estão em Istambul a evitar multidões e atrações turísticas, dizendo que mais confrontos violentos e ataques terroristas podem acontecer na Turquia. O Consulado-Geral do Brasil em Istambul orientou cidadãos brasileiros a evitar a região de Sultanahmet.
Duas altas autoridades de segurança da Turquia disseram em condição de anonimato que há uma grande probabilidade de que militantes da facção radical Estado Islâmico (EI) estejam por trás da explosão. O atentado ocorreu a poucos metros do Obelisco de Teodósio, construído no século IV pelo imperador romano que dá nome ao monumento.
Erdem Koroglu, que trabalhava na região no momento da explosão, disse ter visto várias pessoas caídas no chão. "Era difícil dizer quem estava vivo ou morto", afirmou Koroglu. "Prédios balançaram com a força da explosão."
Após a explosão, a União Europeia (UE) disse apoiar a Turquia no combate a todas as formas de terrorismo. A chanceler da UE, Federica Mopgherini, disse que tanto o bloco quanto a Turquia "devem aumentar seus esforços para conter a violência extremista" e ressaltou que esse foi um tema prioritário da cúpula entre a União Europeia e a Turquia, realizada em novembro, em Bruxelas.
A Turquia, aliada do Ocidente no Oriente Médio, foi alvo de dois grandes atentados no ano passado. Um ataque do EI em Suruç, perto da fronteira com a Síria, em julho, deixou ao menos 30 mortos. Em outubro, duas grandes explosões mataram mais de 100 pessoas durante uma manifestação no Centro de Ancara, no maior atentado da história do país. Em 2015, também cresceu a tensão entre as forças do governo e milícias separatistas curdas.
 

Bairro de Sultanahmet guarda parte da milenar história turca


O bairro de Sultanahmet, alvo do atentado ocorrido ontem, é um epicentro de turistas e guarda muitos elementos da rica história de Istambul. O que hoje é a praça de Sultanahmet funcionou por muitos anos, durante o domínio bizantino, como o hipódromo, centro da vida social da capital, Constantinopla.
Ao seu redor, encontram-se alguns dos principais cartões-postais da Turquia. De acordo com a mídia local, a explosão ocorreu a poucos metros do Obelisco de Teodósio, construído no Egito Antigo e instalado no século IV pelo imperador romano que dá nome ao monumento.
A 25 metros dali, está a entrada da Mesquita Azul. Construída entre 1609 e 1616, época em que o sultão Ahmet I (que dá nome ao bairro) governava o Império Otomano, ela ainda funciona como local de culto islâmico e é conhecida por sua arquitetura imponente.
Do outro lado da praça, encontra-se a Basílica de Santa Sofia. Erguida como uma igreja no século VI, foi transformada em mesquita no século XV após a conquista otomana. Desde 1935, funciona como um museu. Nas redondezas, há outros monumentos e museus.
Vigiado intensamente pelas forças de segurança turcas, o bairro registrou alguns atentados "menores" nos últimos anos. Em 2015, uma mulher-bomba se explodiu diante de um posto policial, ferindo dois agentes, um dos quais morreu posteriormente. Em 2011, um homem armado com fuzis abriu fogo no local, deixando dois feridos.

Primeiro-ministro iraquiano promete expulsar Estado Islâmico do país


O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, prometeu ontem continuar a luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) e expulsar os militantes do país, um dia depois de o grupo assumir a responsabilidade pelo ataque suicida em um shopping center na capital, Bagdá, que matou 18 pessoas e feriu outras 50.
Al-Abadi descreveu o ataque como uma "tentativa desesperada" dos militantes depois de terem perdido o controle da principal cidade ocidental, Ramadi, capital da província de Anbar. "O governo do Iraque não vai poupar esforços para expulsar as forças do Estado Islâmico do país", disse.
Homens armados invadiram o shopping Jawhara na segunda-feira depois de saírem de um carro-bomba e lançarem um ataque suicida na entrada. As forças iraquianas cercaram o local e mataram dois homens armados e prenderam outros quatro. Pouco depois, o EI assumiu a responsabilidade, dizendo que o alvo era uma área onde muitos muçulmanos xiitas se reúnem, e alertou que algo muito pior está por vir.
Depois do atentado no shopping, um outro ataque suicida teve como alvo um café na cidade de Muqdadiyah, cerca de 90 quilômetros ao Norte de Bagdá, na província de Diyala. O ato terrorista matou 24 pessoas e feriu 52. Em uma outra área lotada de pessoas, no Sudeste de Bagdá, uma explosão de carro-bomba matou pelo menos cinco pessoas e feriu outras 12.
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