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Terrorismo Notícia da edição impressa de 04/01/2016. Alterada em 03/01 às 20h28min

Estado Islâmico faz novas ameaças ao Reino Unido

WELAYAT RAQA/AFP/JC
Homem mascarado aponta arma para a câmera e diz estar preparando invasão ao continente europeu

Um novo vídeo atribuído ao grupo radical Estado Islâmico (EI) mostra a execução de cinco homens acusados de serem espiões a serviço do Reino Unido. As imagens, que começaram a circular ontem na internet, trazem o logotipo do braço de propaganda do EI. Nelas, cinco homens confessam terem filmado e fotografado locais em Raqqa, capital do autodeclarado califado do EI na Síria. A autenticidade do vídeo, que tem 11 minutos, não foi confirmada.
Os homens, que falam em árabe, são mostrados como inimigos e apóstatas. Com roupas laranjas, similares a usadas por executados em outros vídeos do grupo, ele se ajoelham em uma área de deserto e são mortos com tiros na cabeça por executores mascarados.
Antes dos disparos, um homem mascarado com sotaque britânico zomba do primeiro-ministro David Cameron, a quem chama de imbecil por crer que pode derrotar "com um punhado de aviões" o "poderoso" Estado Islâmico na Síria e no Iraque - uma referência aos ataques das forças aéreas britânicas contra o grupo, parte da coalização ocidental. Ele ainda chama as vítimas de espiões e diz que o EI irá invadir o Reino Unido um dia e impor sua visão da lei islâmica.
Atrás dos homens ajoelhados, o homem aponta a arma por diversas vezes para a câmera e diz estar preparando a invasão de militantes do EI à Europa, relata o jornal britânico The Guardian. No final do vídeo, uma criança em roupa militar afirma, em inglês: "Nós vamos matar o kafir (infiel) lá". Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico disse ao jornal que o vídeo é propaganda do Estado Islâmico, mas não quis dar mais detalhes.

Site do líder supremo do Irã compara Arábia Saudita a Estado Islâmico


O site do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, comparou a Arábia Saudita à milícia radical Estado Islâmico (EI) após a execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr, aliado da República Islâmica, no sábado. Na página, foi colocada uma imagem cujo título é: "Alguma diferença?". Nela, aparecem meio a meio um homem com túnica preta, usada pelos extremistas da Síria e do Iraque, e outro com uma túnica branca, comum entre os sauditas. Ambos estão com armas brancas na mão - punhal, no caso do militante do EI, e espada para o saudita.
No lado do Estado Islâmico, aparece um prisioneiro de laranja com a mensagem: "Condenado à morte por se opor ao Estado Islâmico". Já na parte saudita, a inscrição é: "Condenado à morte por se opor aos aliados do Estado Islâmico". A imagem é mais um capítulo do conflito entre o xiita Irã e a sunita Arábia Saudita. Desde que o EI se impôs no Iraque, em junho de 2014, os iranianos acusam os sauditas de financiarem a milícia radical. Os sauditas negam a acusação, mas algumas ações colocam em dúvida a real intenção do país de ver os extremistas derrotados.
A Arábia Saudita foi um dos primeiros países a deixar a coalizão contra a milícia liderada pelos EUA. A monarquia do Golfo Pérsico também é criticada por não reprimir os financiadores dos extremistas islâmicos, o que provoca reclamações dos aliados norte-americanos e europeus.
A inação dos sauditas em relação ao Estado Islâmico é vista por alguns analistas como uma forma de enfraquecer a Síria e o Iraque, governados por dois aliados de Teerã - o ditador Bashar al-Assad e o premiê Haider al-Abadi. Irã e Arábia Saudita ainda disputam indiretamente o domínio do Iêmen. Enquanto os iranianos reforçam os milicianos houthis, os sauditas fizeram uma ação militar para que o presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi retome o poder.

Trump minimiza uso de declarações suas em vídeo de terroristas somalis


O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump se recusou a retirar as declarações que fez em dezembro passado e que acabaram como "evidência" do preconceito norte-americano aos muçulmanos em um vídeo de recrutamento de um grupo radical islâmico. "Tenho que dizer o que tenho que dizer", afirmou o empresário milionário ontem, em entrevista ao canal  CBS.
O vídeo de 51 minutos do grupo somali Al-Shabaab mostra as declarações feitas em dezembro por Trump, quando pediu que os EUA barrassem a entrada de todos os muçulmanos no país, ao som de aplausos de seus apoiadores. A declaração do republicano foi feita em 7 de dezembro passado, após a morte de 14 pessoas no ataque a um centro comunitário em San Bernardino, na Califórnia, atribuído a um casal de muçulmanos radicalizados.
"O que vou fazer?", questionou Trump. "Temos um problema. Temos que descobrir qual é esse problema e temos que resolver esse problema", continuou o pré-candidato, em aparente referência à presença de muçulmanos nos EUA.
O empresário e político republicano disse ainda que suas declarações tiveram grande apoio e que, após os atentados de 13 de novembro em Paris, várias nações começaram a fechar fronteiras. "Pode ser que não seja politicamente correto, mas lá há um grande problema."
As declarações de Trump contra a entrada de muçulmanos no país causaram uma onda de críticas de todo o mundo. Elas incluíram Hillary Clinton, pré-candidata democrata que, durante um debate em dezembro, afirmou que o republicano era o melhor recrutador do Estado Islâmico e que seus militantes usavam as imagens dele insultando os muçulmanos para recrutar.
O Al-Shabaab luta para derrubar o governo somali e instaurar a lei islâmica, a sharia. Em 2006, seus militantes chegaram a controlar por seis meses o Centro e o Sul da Somália, incluindo a capital Mogadíscio.
Atualmente, os militantes do Al-Shabaab controlam vastas áreas rurais do país. O grupo tem relações com a rede terrorista Al-Qaeda e foi responsável por ataques também no Quênia e na Etiópia.
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