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efeitos do temporal Notícia da edição impressa de 01/02/2016. Alterada em 31/01 às 20h52min

Cenário de bombardeio em Porto Alegre evidenciou prejuízos

fotos JOÃO MATTOS/JC
Árvores caídas na José Bonifácio atingiram bancas, mas Feira Ecológica aconteceu em espaço improvisado

Guilherme Kolling

A região central de Porto Alegre amanheceu, no sábado, com um cenário de cidade bombardeada. Os destroços de telhas, vidros de janelas, postes, placas e painéis evidenciavam os prejuízos para empresas e moradores. Os transtornos começaram logo depois do temporal e seguem afetando milhares de habitantes da Capital, mais de dois dias após o evento climático.
Quem estava na rua ou precisava se deslocar depois das 22h de sexta-feira teve grandes dificuldades. O trânsito ficou caótico, com sinaleiras desligadas após a queda de energia, árvores caídas e vários trechos alagados, interrompendo o fluxo em dezenas de ruas de bairros como Centro Histórico, Cidade Baixa, Menino Deus, Praia de Belas, Azenha, Bom Fim, Santana, Independência, Rio Branco e Moinhos de Vento.
Achar um táxi era dificílimo. Depois que a chuva passou e o vendaval diminuiu, perto da meia-noite apesar do breu e da insegurança na rua, além do lixo espalhado nas calçadas , muita gente teve de transitar a pé, utilizando o celular como lanterna.
O sábado amanheceu com tempo bom, mas uma paisagem desoladora. Vizinhos aglomeravam-se, cada um contando uma história sobre a tempestade. Não raro, alguém dizia: "nunca vi um temporal como esse em Porto Alegre". Árvores tombadas e fiação da iluminação pública arrebentada eram sinais de que a luz iria demorar a voltar. Mas muita gente tinha preocupações e prejuízos maiores. Vários comerciantes nem abriram as portas muitos foram ao local de trabalho apenas para avaliar os estragos, que iam da destruição da fachada ou telhado até as perdas com produtos perecíveis, que estragaram pela falta de luz.
As vias estavam repletas de telhas quebradas ou retorcidas, galhos de árvores e muitos cacos de vidro. Isso sem falar nas centenas de árvores arrancadas pela raiz. Moradores e comerciantes arregaçaram as mangas e trataram de varrer ruas e calçadas.
Parte do telhado do Ginásio Tesourinha voou até a rua José do Patrocínio, um posto de gasolina na Borges de Medeiros foi destruído e o contêiner para a restauração do Monumento aos Açorianos acabou derrubado. A força do vendaval arrastou muita coisa. A avenida Erico Verissimo estava irreconhecível, tomada por destroços.
Na Avenida Borges de Medeiros, cobertura do posto de gasolina foi abaixo com o temporal
O que deu alguma normalidade ao dia foi o transporte público, que funcionou desde as primeiras horas da manhã, apesar de várias linhas de ônibus e lotação terem de alterar o itinerário por causa de ruas interrompidas por árvores tombadas.
Praças e parques foram alguns dos locais mais afetados. Na Daltro Filho, em frente ao Cine Capitólio, a tradicional Feira de Antiguidades de sábado não aconteceu. Na José Bonifácio, a Feira Ecológica foi reduzida, com bancas instaladas entre as árvores tombadas.
O que todos se perguntavam era quando a luz iria voltar, as ruas seriam desobstruídas e a situação seria normalizada. Por volta das 16h de sábado, mais de uma centena de pessoas, entre pedestres, curiosos e moradores nas sacadas, acompanhavam o trabalho de dois funcionários da CEEE que serravam uma árvore presa na fiação, na avenida Borges de Medeiros.
Um morador se aproximou e perguntou quando a energia seria restabelecida. "Sem previsão", foi a resposta. Por isso, não chegou a ser uma surpresa a vibração - como a de um gol de final de Copa do Mundo - quando a luz voltou em parte do Centro Histórico, às 20h de sábado. O que muita gente não esperava era o problema que afetou alguns bairros no sábado e atingiria uma parte maior da cidade no domingo: a falta d'água.
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