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Saúde Notícia da edição impressa de 27/01/2016. Alterada em 26/01 às 22h16min

Parque Belém garante estar apto a receber pacientes

ANTONIO PAZ/JC
Instituição afirma estar cumprindo exigências para receber pelo SUS

Suzy Scarton

O encaminhamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao Hospital Parque Belém, na Zona Sul da Capital, foi suspenso entre agosto e setembro do ano passado. Na época, diversas irregularidades foram constatadas, e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) exigiu o cumprimento das normas para que pudessem haver novas internações. Hoje, somente 20 dos 250 leitos disponíveis estão ocupados, e todos os pacientes são de convênios particulares.
O imbróglio envolvendo as condições sanitárias do Parque Belém não é recente. Desde 2013, o hospital vem sendo vistoriado pela equipe de Vigilância em Saúde da SMS, e o uso dos leitos já foi suspenso mais de uma vez. Agora, no entanto, o diretor técnico do hospital, Augusto Capelletti, afirma que as normas exigidas foram cumpridas algumas medidas ainda estão em andamento, mas ficarão prontas em um ou dois meses.
De acordo com Capelletti, algumas das exigências ainda não foram tomadas devido à própria ausência de pacientes. "Não tem sentido termos um corpo médico para 250 leitos se temos só 20 pacientes. Assim que for anunciado que voltaremos a receber os pacientes, estaremos prontos para apresentar o corpo clínico necessário em 48 horas", explica.
O mesmo se aplica aos profissionais responsáveis pela limpeza. "Não precisamos limpar a UTI todos os dias, por enquanto, se ela está fechada."
No dia 15 de janeiro, o hospital protocolou um ofício junto à SMS em resposta à última vistoria, realizada em dezembro. No documento, consta que "a rede de gases não está em funcionamento por não existir pacientes internados no momento. Quando retornarmos as internações/SUS, a rede será ligada", por exemplo.
Foram solicitadas a limpeza das paredes e do teto, a troca de prateleiras de um refrigerador da cozinha e a inclusão de uma vedação nas portas da cozinha, para impedir a entrada de vetores de doenças. As prateleiras eram de madeira, e hoje são de plástico, e a vedação nas portas está em fase de conclusão.
A falta de recursos humanos foi apontada como uma das falhas do hospital, de acordo com a pasta municipal. O documento, assinado por Capelletti, diz que "as folgas dos funcionários (da enfermagem) estão organizadas e programadas previamente, de acordo com a legislação", e que "o cadastro no Cnes (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde) de todos os médicos e dos demais funcionários está sendo atualizado".
Os demais problemas apontados foram na estrutura física e sanitária do hospital. Na vistoria, os alimentos foram encontrados em péssimas condições de conservação e o espaço terapêutico para os pacientes com doenças mentais não oferecia a segurança necessária. Segundo o hospital, esses alimentos encontrados em fase de deterioração não haviam passado pelo pré-preparo. "Eles foram descartados no momento adequado. Obviamente, não seriam servidos", garante o diretor.
A SMS também exigiu a instalação de grades em três banheiros, cujas janelas, embora estreitas, poderiam oferecer riscos aos pacientes. Agora, as janelas já foram protegidas.

Impasse é questão política, sugere presidente do Simers


A chefe de enfermagem Magali Ortiz trabalha há 18 anos no Parque Belém. "Isso aqui já foi lotado. Hoje, os enfermeiros se batem dentro dos postos, são poucos pacientes e eles não têm o que fazer ali", lamenta, ao caminhar pelos corredores vazios do hospital. Com a demanda baixa de pacientes, a equipe é formada por um enfermeiro e seis técnicos de enfermagem.
A quantidade de leitos vazios espanta, principalmente quando o município se depara com situações de superlotação, como a flagrada na sexta-feira passada, no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (Pacs), o Postão da Vila Cruzeiro. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), ao visitar o local, deparou-se com 10 pacientes deitados no chão, em colchonetes ou cobertores. "Se o diretor do hospital e o secretário da Saúde não conseguem chegar a um consenso, o prefeito (José Fortunati) deveria intervir", afirma Paulo de Argollo Mendes. Para ele, a demora na liberação dos leitos do Parque Belém é uma questão política.
"A prefeitura simplesmente parou de mandar pacientes para cá", relata Magali. "Não vejo nenhuma condição insalubre aqui. Já trabalhei como enfermeira em outros hospitais muito piores. Temos todas as condições de receber pacientes", argumenta a chefe de enfermagem.
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