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EFEITOS DO TEMPORAL Notícia da edição impressa de 01/02/2016. Alterada em 31/01 às 22h55min

Comércio contabiliza prejuízos com o temporal

JOÃO MATTOS/JC
Estabelecimentos comerciais, como um posto de gasolina na Borges, sofreram estragos

Marina Schmidt

O setor de comércio e serviços ainda contabiliza os prejuízos com o forte temporal que atingiu Porto Alegre na sexta-feira à noite. A maioria dos estabelcimentos foi afetada pela falta de luz, que forçou o fechamento de lojas, bares e restaurantes, mas muitos tiveram perdas maiores, como telhas destruídas, vidraças quebradas ou até perda total, caso de um posto de gasolina na avenida Borges de Medeiros.
Os supermercados que conseguiram funcionar à base de geradores estavam lotados de pessoas que compravam água, gelo e lanternas, mas que também se amontoavam ao redor das tomadas para recarregar as baterias dos celulares.
As paredes que ruíram em diversos bairros foram outras marcas da devastação, cujo saldo Porto Alegre ainda não conseguiu contabilizar. "Nossa cidade sofreu um baque profundo, nossos negócios sofreram um baque profundo", resume o presidente do Sindicato da Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre (Sindpoa), Henry Starosta Chmelnitsky.
O dirigente do Sindpoa passou a tarde de domingo circulando pela cidade. "Só andando por Porto Alegre é que se tem a real dimensão dos efeitos", constata. "Nunca ocorreu um fenômeno como esse. Vemos acontecer em outros locais, pela televisão, mas dessa vez foi aqui", acrescenta.
Representante de um segmento duramente afetado muitos bares e restaurantes, por exemplo, tiveram de fechar nas noites de sexta-feira e sábado , Chmelnitsky ainda não tem números dos prejuízos no setor. "Todos os bairros sem luz, os empreendimentos parados e os produtos se deteriorando", descreve a situação atípica. Dimensionar o impacto diante de algo tão fora da realidade é difícil. "Se 60% da cidade está sem energia, então 60% dos negócios estão parados", projeta, indicando que o reflexo é sentido na mesma proporção das dificuldades. "As perdas são grandes." A previsão do dirigente é de que, até terça-feira, a cidade retorne à normalidade. Porém, até lá, há muitos dados a levantar e muito trabalho a ser feito.
O Sindilojas de Porto Alegre espera divulgar, até o meio-dia desta segunda-feira, um balanço dos prejuízos causados no varejo. Segundo o presidente da entidade, Paulo Kruse, as vendas do mês de janeiro devem sofrer recuo de 3,5% a 5%, em grande parte impactadas pelo último fim de semana do mês, que sofreu com o fenômeno climático fora do comum.
"Shoppings, como o Praia de Belas e o Total, não abriram", comenta. "Lojas também não conseguiram funcionar", acrescenta, exemplificando que as principais ruas de comércio, como a Avenida da Azenha e a Rua da Praia, tiveram empreendimentos que não funcionaram neste fim de semana.
Assim como Kruse, outros dirigentes empresariais da Capital buscam, com dificuldade, contabilizar as perdas que o varejo já sofre com o período de férias somado ao feriado prolongado de Nossa Senhora dos Navegantes neste fim de semana. A retração econômica, outro desafio que se junta ao contexto, também compõe um cenário desanimador para os empresários. "Infelizmente um temporal como esse é desastroso, porque acontece em um período de comércio mais fraco", resume o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus.
Para o presidente da CDL Porto Alegre, o comércio vai encarar um período bastante conturbado, porque muitas famílias tiveram prejuízos em suas residências por conta da tempestade e devem se voltar para os gastos com reparos e obras neste momento. "Nossas despesas não vão diminuir até a disposição para o consumo voltar ao normal", cita.
"A cidade parou", exclama o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer. A entidade também não tinha, até a noite de domingo, a apuração dos prejuízos causados. "De qualquer forma, o impacto é bastante grande. Não há como não haver uma queda acentuada em um cenário como esse", argumenta.
Para as entidades empresariais, que normalmente começam o mês calculando resultados de seus segmentos de atuação relativos ao período anterior, fevereiro começa com cálculos que já se projetam como negativos. Ao longo desta semana, será possível ter noção do custo financeiro causado pela tempestade de sexta-feira.
Enquanto isso, líderes empresariais se articulam para tentar minimizar o impacto das perdas. Kruse, por exemplo, defende que as empresas instaladas em shoppings que ficaram fechados no fim de semana solicitem descontos no aluguel das lojas referentes aos dias sem funcionamento. O presidente do Sindilojas Porto Alegre também irá se reunir, nesta segunda-feira, com equipes da prefeitura para avaliar a possibilidade de ressarcimento por parte da CEEE.

Estragos no barco Cisne Branco ainda serão avaliados


JOÃO MATTOS/JC
Após tempestade, equipes de trabalho tentam desvirar a embarcação
Ainda sem ter a noção do prejuízo causado pela tempestade, a proprietária do barco Cisne Branco, Adriane Hilbig, espera que a embarcação seja colocada de volta à posição original para só então começar a avaliar as perdas. Com os fortes ventos, o barco adernou (virou de lado) durante o temporal, ficando submerso.
O processo para a reflutuação já foi iniciado e deve ser concluído ainda nesta segunda-feira, quando o Cisne Branco deve estar, novamente, sobre as águas do Guaíba. "Ninguém nunca viu uma tempestade com essa dimensão aqui", afirma.
 

Demanda por material de construção e geradores movimenta empresas


Nem todos os setores tiveram perdas com o temporal. Empresas que alugam geradores produzidos pela Stemac, por exemplo, já não tinham mais equipamentos para vender no sábado, conta a gerente de marketing da marca, Doris Weiss. Os pedidos para fabricação de mais geradores pela indústria já aumentaram. Doris crê que a procura crescerá mais durante a semana. "Já estamos com procura de novos negócios. Supermercados e restaurantes acabaram por perder ou fechar operações e perder estoques, ou até mesmo de atender os clientes nesse cenário."
Interrupção no funcionamento de empresas e do comércio foi algo comum a todos os segmentos, mesmo aqueles que mais foram demandados pela população, como o setor de materiais elétricos. O segmento foi bastante procurado em função de vidros e telhas quebrados ou mesmo de outros reparos necessários.
Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Porto Alegre, Tarcísio Pires Morais, enquanto muitas lojas atenderam grande demanda, outras não conseguiram funcionar. "Teve um colega que funcionou até 22h de sábado", comenta, ponderando que, no entanto, muitas lojas instaladas em regiões onde houve falta de energia não conseguiram abrir. Morais cita que o setor já vinha registrando crescimento de vendas, que aumentaram de 5% a 6% em janeiro de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015.
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