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Varejo Notícia da edição impressa de 15/01/2016. Alterada em 14/01 às 22h20min

Segurança é a maior preocupação dos lojistas

ANTONIO PAZ/JC
Mais de 30% dos empresários manifestaram receio em pesquisa da AGV

Marina Schmidt

Os lojistas gaúchos estão mais preocupados com a segurança do que com a queda nas vendas ou com o cenário econômico. De acordo com um levantamento feito pela Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), com alcance de até 15 mil empresas no Estado, 31% dos empresários têm como principal receio o aumento dos assaltos e a segurança dos clientes e funcionários.
Em um contexto de recessão econômica, a revelação surpreende por não trazer questões financeiras, que têm afligido o comércio varejista, como o principal foco de angústia do setor. "Foi uma surpresa relativa, porque a segurança é um tema do dia a dia", comenta o presidente da AGV, Vilson Noer.
Como a entidade tem sido bastante procurada desde o segundo semestre do ano passado por conta de queixas contra a alta do ICMS, o dirigente esperava que a questão tributária seria a mais relatada. "Na realidade, a pesquisa foi feita para repercutir o aumento do ICMS. Eu imaginava que haveria um enxurrada de pessoas alegando esse problema", endossa.
A preocupação econômica, no entanto, foi apontada na sequência pelos entrevistados. O custo com o aluguel das lojas, por exemplo, aflige 28% dos gestores do segmento. Outras indicações foram a queda das vendas (13%), o aumento do ICMS (12%), cenário econômico brasileiro (9%) e a inadimplência dos consumidores (7%).
O levantamento foi feito apenas com lojas de rua, o que fortalece a preocupação com a segurança, frisa Noer. Porém os dados envolvem um contexto amplo, que conjuga o aumento da sensação de insegurança no Rio Grande do Sul à elevação do ICMS. "Identificamos que os empresários tiveram um aumento com o custo com segurança, que varia de 3% a 6% do faturamento da loja. Esse é um custo adicional, porque temos o aumento da carga tributária, mas o Estado a quem compete garantir a segurança não cumpre com essa prerrogativa, obrigando os empresários a pagarem tanto o custo tributário quanto o da insegurança."
São, portanto, duas novas despesas que precisam ser assimiladas pelos varejistas neste início de ano, mas que não estão isoladas dos demais custos e preocupações. "Os alugueis são regidos pelos índices inflacionários, e a inflação aumentou violentamente, porém os índices de vendas não cresceram. Na verdade, os lojistas têm que se dar por satisfeitos quando conseguem alcançar a mesma margem de vendas do ano passado", relata. "De um modo geral, o ano de 2016 será muito difícil."
Sobre a segurança, o presidente da AGV destaca que tem tido um diálogo permanente com a Secretaria de Segurança Pública, mas contrapõe que o maior receio dos comerciantes se torna cada vez mais evidente no Estado. "Há algum tempo, o roubo vinha se caracterizando mais pelos produtos eletrônicos. Hoje, estão invadindo lojas de roupas, remédios, o que for", revela. "Tem lojista que é assaltado todos os meses e já nem registra mais a ocorrência, porque sabe que não tem uma resolução efetiva."
Noer assegura que a AGV vai fortalecer os contatos com os órgãos responsáveis. "Percebemos que o cobertor é curto. Agora, por exemplo, está se dando uma atenção maior para o Litoral", argumenta. A preocupação com a segurança, no final das contas, não está tão distante dos resultados nas vendas, já que o medo de roubos e assaltos também chega ao consumidor. "Percebemos na região de Porto Alegre que as pessoas estão tendo mais cuidados em se deslocar, o que afeta diretamente o varejo. Isso nos preocupa ainda mais quando chegar o inverno."
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