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Consumo Notícia da edição impressa de 14/01/2016. Alterada em 13/01 às 22h25min

Black Friday impulsiona vendas em novembro

JOÃO MATTOS/JC
Promoções e compras antecipadas para o Natal deram um alívio aos lojistas brasileiros

As promoções da Black Friday ajudaram a impulsionar as vendas do varejo em novembro ante outubro, afirmou ontem a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabella Nunes. Além disso, o penúltimo mês do ano tem sido beneficiado pelo hábito dos brasileiros de comprar presentes de Natal on-line, o que antecipa parte da sazonalidade da data comemorativa.
De acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, em novembro, as vendas no varejo restrito subiram 1,5% na comparação com outubro. "Embora seja apoiado por maior parte das atividades, o resultado está concentrado no desempenho de vendas de bens duráveis, especialmente móveis e eletrodomésticos e equipamentos de informática", disse Isabella.
Já em relação a novembro de 2014, a queda é de 7,8%, o que representa a oitava baixa consecutiva nesse tipo de comparação. Além disso, o resultado foi o pior desde março de 2003, quando houve queda de 11,4%. Já nos 12 meses encerrados em novembro, o recuo é de 3,5%. No acumuladode 2015, o comércio registra perda de 4%.
De acordo com o órgão, as vendas de móveis e eletrodomésticos subiram 6,9% em novembro ante outubro. No mesmo período, a atividade de equipamentos de informática melhorou 17,4%. "As promoções que ocorrem especialmente no mês de novembro vêm estimulando a venda de bens duráveis, especialmente smartphones, tablets", citou a gerente.
No caso dos smartphones e tablets, o aumento da alíquota de impostos sobre a venda desses artigos pode ter estimulado os consumidores a anteciparem as compras, lembrou Isabella. Além disso, já há algum tempo, o IBGE vem notando que novembro passou a carregar parte da sazonalidade típica de Natal, o período mais movimentado no comércio.
"O hábito de comprar on-line antecipa parte da sazonalidade do Natal para novembro, que tem se aproximado de dezembro em termos de resultados", explicou Isabella. Prova disso é que o setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico (que contabiliza as vendas por internet) registrou alta de 4,1% em novembro ante outubro.
Apesar dos resultados positivos, Isabella observou que os resultados de bens duráveis na comparação com novembro de 2014 continuam ruins. A venda de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, recuou 14,7% nesta base de comparação. "O patamar de vendas ainda é muito baixo", disse. "O setor vem sofrendo com elevação de juros, redução na renda. Tudo isso inibe o consumo desses bens, que são mais caros e consomem uma fatia maior dos rendimentos", explicou a gerente do IBGE.
A intensa elevação nos preços de alimentos consumidos no domicílio em novembro levaram os consumidores brasileiros a apertarem o cinto nas compras no setor de hipermercados e supermercados. No mês, as vendas do setor tiveram queda de 5,7% em relação a novembro de 2014, o pior resultado desde junho de 2003 (-8,6%).
"Os alimentos vêm evoluindo acima da média geral da inflação, mas especialmente em novembro houve avanço de 2,5% na alimentação no domicílio. Isso foi muito forte e provocou a queda nas vendas", explicou Isabella. Entre outubro e novembro, a atividade também recuou 1,5%.
Embora o fator preço tenha sido o principal efeito sobre o comportamento de hiper e supermercados em novembro, a gerente lembrou que a atividade já vinha sofrendo diante de um cenário delicado para o varejo. "A influência de preço foi maior em novembro, mas esse setor já vem caindo diante do comportamento da renda", ressaltou.
Em novembro deste ano, a massa de renda real habitual encolheu 12,2% em relação a igual mês de 2014, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também do IBGE.
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