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Agronegócios Notícia da edição impressa de 07/01/2016. Alterada em 06/01 às 22h23min

União avalia perdas de arrozeiros por enchentes

FEDERARROZ/DIVULGAÇÃO/JC
Irga projeta que os alagamentos atingiram 15% da produção gaúcha

Produtores de arroz da Fronteira-Oeste e da Depressão Central estiveram reunidos ontem, nos municípios gaúchos de Uruguaiana e Santa Maria, com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, para levar aos representantes do governo federal os problemas causados pelas chuvas no final de 2015 e que afetaram a produção do grão.
De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, uma nova agenda será marcada para definir ações gerais. "Precisamos quantificar melhor as perdas, pois muitas lavouras ainda seguem submersas e é preciso saber o que será perdido e o ministério só age depois do amadurecimento dos números da safra", ressalta o dirigente.
A boa notícia, conforme o dirigente da Federarroz, foi a de que o Ministério da Agricultura vai administrar junto aos agentes financeiros, especialmente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a necessidade de aporte e disponibilidade de recursos para a comercialização da nova safra. "Além disso, vai trabalhar na disponibilidade de pré-custeio com o objetivo de assegurar os preços em plena safra e dar condições para atenuar não somente as perdas como também a diminuição da produtividade", afirma Dornelles.
Os números parciais entregues pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) durante a reunião projetam que as perdas são de 15% na produção gaúcha da safra 2015/2016 devido a uma soma de fatores como atraso no plantio, prejuízos ocasionados pelo excesso de chuvas aliados à deficiência de manejo. De uma intenção de área de 1.083.638 hectares, 11,9% - o que corresponde a 126.478 hectares - foi atingida pelas enchentes, totalizando de 1.858 lavouras no Rio Grande do Sul. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em dezembro do ano passado, era de uma colheita de 8,1 milhões de toneladas no Estado, prevista para ocorrer entre março e em abril deste ano.
Para o secretário de Política Agrícola, não há razão para se preocupar com o abastecimento na mesa do consumidor. "O setor privado tem estoque, e o governo dispõe de 120 mil toneladas do arroz em casca armazenadas", disse Nassar.
Além da preocupação com as lavouras, a reconstrução das estradas para o escoamento da produção também foi debatida no encontro. Dornelles lembra que, em 60 dias, começará o transporte não só de arroz, mas também de soja e milho, e que muitas vias vicinais sofreram com as chuvas, além do desmoronamento de asfalto e pontes de alguns pontos primordiais para o transporte da safra. "Isto é custo e perda de produção", salienta.
Na reunião, o secretário Nassar afirmou aos produtores que o Ministério da Agricultura em 2016 passará por uma reestruturação da pasta, especialmente em programas como o Seguro Agrícola. Ele informou que a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tem a ambição de aumentar a amplitude do Seguro Agrícola e que já está no orçamento um volume significativo de recursos para a subvenção para o próximo período.

Colheita menor pode sustentar preço do arroz em 2016


O cenário atual indica preços firmes para o arroz em casca no Rio Grande do Sul em 2016. A safra 2015/2016 deve registrar oferta ajustada - ou até mesmo aquém - à demanda. Isso porque os estoques estão baixos, e a produção deve se reduzir tanto no Brasil quanto no mundo, devido à influência do fenômeno meteorológico El Niño no período de semeio e no desenvolvimento da safra 2015/2016.
Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP devem iniciar 2016 cautelosos e retraídos, especialmente vendedores, que aguardam alta nos preços. As frequentes chuvas na região Sul do Brasil, que colhe 84% da produção nacional, e a possível quebra de safra 2015/16 podem resultar em aumento nos gastos com os tratos culturais da lavoura (como a aplicação de herbicidas, de fertilizante nitrogenado e o manejo de irrigação). Vale lembrar que os preços dos defensivos agrícolas subiram por conta da alta do dólar e ainda houve reajustes da energia. No âmbito mundial, em relatório divulgado no dia 9 de dezembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) apontou queda de 1,85% na produção global da temporada 2015/16 frente à safra anterior, indo para 469 milhões de toneladas.
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