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Artes cênicas Notícia da edição impressa de 01/02/2016. Alterada em 29/01 às 19h18min

Teatro Nilton Filho celebra 25 anos

ANTONIO PAZ/JC
Sonho de muitos atores e companhias de teatro, Nilton Filho e Hyro Mattos administram espaço próprio localizado no bairro Menino Deus, em Porto Alegre

Michele Rolim

O sonho da casa própria de muitos atores foi conquistado por Nilton Filho e Hyro Mattos. Localizado na rua Grão Pará, 179, no bairro Menino Deus, o Teatro Nilton Filho vive seus 25 anos. A sala de 78 lugares abriu em agosto de 1990 com o espetáculo Jorginho, o Machão, com texto de Leilah Assunção.
A sala solucionou um problema recorrente em Porto Alegre: falta de locais para apresentações. Desde então, é neste espaço que Nilton Filho dirige e Hyro Mattos atua nos espetáculos da Cia de Teatro Construção, formada também por Carlos Paixão e Antônio Carlos Castilhos. No currículo do grupo estão montagens como Fala baixo senão eu grito (1997); Solidão, a comédia (1999); e Quarta-feira, sem falta, lá em casa (2000).
Também há apresentações de trabalhos de conclusão de cursos - principal fonte de financiamento do espaço. O restante é complementado pela bilheteria dos espetáculos, que apresentam uma média de 45 espectadores por sessão. Ironicamente, ter um espaço próprio não significa facilidade: além de nunca ter recebido recursos de editais, a companhia registra dificuldade em ocupar salas públicas.
"A gente já entrou muito em editais, mas, como temos essa estrutura, não ganhamos nunca. Os espetáculos acabam sendo apresentados nesse teatro normalmente", lembra Nilton Filho, 63 anos. Mesmo tendo seu próprio teatro, ele acredita que circular em outros espaços ajudaria na visibilidade das montagems.
Para Nilton Filho, a cena gaúcha está muito atrelada a projetos financiados por verbas públicas. "Isso é um grande mal, porque não temos incentivo para conquistar público. Você precisa do projeto porque, se a casa não está cheia, tenho como me sustentar naquele período", comenta o diretor, que também aceita doações para seus acervos de figurinos, acessórios e objetos.
Para a dupla, o papel que o Teatro Nilton Filho cumpre na cidade é de incentivar a formação de novos atores. "Há um problema muito sério em Porto Alegre - não temos teatro amador. Temos uma regra do Sated-RS, que eu não discordo e nem concordo, que exige ter tantos espetáculo e tantas apresentações para entrar com o pedido de registro como ator. Como ele vai conseguir isso se ele não tem onde apresentar? Não há espaço para grupos amadores. Teatro amador não significa teatro mal feito", desabafa Nilton Filho.
Ele já exerceu a função de diretor executivo da Federação de Teatro Amador do Rio Grande do Sul (Fetargs) no período entre 1995 a 1997. Mattos completa: "É tipo coração de mãe. Como já passamos por esse problema, damos incentivo para as pessoas que, às vezes, não têm dinheiro para pagar um espaço maior. É claro que temos custos, mas cobramos um valor mínimo", comenta Hyro Mattos, 47 anos, formado em dança.
A principal metodologia empregada por ambos na formação dos alunos valoriza o ator como protagonista da cena. "Temos uma teoria que é: primeiro você tem que se conhecer, para depois você ser outro. Vai trabalhar o realismo, depois pode extrapolar para o que quiser, porque daí há segurança", acrescenta Nilton. 
Apesar das conquistas, Nilton e Mattos sonham em criar uma faculdade de artes cênicas em que a prática e a teoria estejam alinhadas. "Normalmente se estuda muita teoria que não está vinculada à prática. Vamos montar uma peça grega, então vamos estudar o teatro grego", explica Nilton Filho, que já foi professor substituto do Departamento de Arte Dramática da Ufrgs de 2002 a 2004. 
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