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Segurança Notícia da edição impressa de 19/01/2016. Alterada em 19/01 às 15h03min

Advogado reúne assinaturas para pedir porte de arma à categoria

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
Objetivo é reunir 300 mil nomes em abaixo-assinado para enviar à OAB

Suzy Scarton

O advogado Edson Stadler, de Ponta Grossa, no Paraná, tem um objetivo ambicioso. Ele pretende reunir 300 mil assinaturas em um abaixo-assinado que será apresentado ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pleiteando que a classe obtenha o direito de portar arma de fogo. Lançado há cerca de quatro meses, o projeto já recolheu aproximadamente 30 mil assinaturas. No Rio Grande do Sul, a adesão tem sido maciça, de acordo com Stadler.
Depois de receber ameaças de morte relacionadas ao exercício profissional, o advogado paranaense decidiu buscar o direito de portar uma arma de fogo para defesa pessoal. "A questão constitucional passa por princípios da isonomia. Os advogados estão sendo tratados de forma desigual", comenta. Ele argumenta que magistrados e agentes do Ministério Público já conquistaram esse direito, por meio de alterações em leis orgânicas.
A OAB ainda não foi questionada oficialmente sobre o assunto. Stadler espera reunir as assinaturas para, então, obter aprovação do conselho. "Se for aprovada, a pauta deixará de ser uma iniciativa de advogados independentes para ser uma moção da categoria", explica. Assim que atingirem a marca de 30 mil assinaturas, os organizadores desafiarão cada assinante a encontrar mais dez colegas que concordem com o projeto. "Se der certo, pularemos de 30 mil para 300 mil rapidamente."
Nos últimos dois anos, conforme Stadler, 85 advogados foram assassinados no exercício da profissão. Antes de o abaixo-assinado ter sido lançado, eram 79 - seis mortes ocorreram nos últimos meses. "É uma ferramenta necessária. Também queremos obter o direito de adquirir o colete restritivo das Forças Armadas. Hoje, é até possível comprar um, mas não tem a mesma qualidade desse, tem uma limitação de resistência."
Para Stadler, a iniciativa não aumentará a violência. "Não será uma obrigatoriedade e se trata de uma medida meramente defensiva. Além disso, se outros profissionais sentirem a necessidade de se proteger, devem se unir para reivindicar esse direito", argumenta. O advogado reitera que a demanda é estritamente por paridade constitucional. "Há uma discriminação entre os operadores do Direito e os advogados, e é isso que queremos regularizar."
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirma que ainda não há uma conclusão sobre o assunto. O abaixo-assinado está disponível no site www.advogadospelaigualdade.com.br.
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