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editorial Notícia da edição impressa de 11/01/2016. Alterada em 11/01 às 11h44min

Sustentabilidade ambiental passou a ser um ativo

Vanguarda na defesa do meio ambiente, o Rio Grande do Sul tem duas efemérides em 2016, os 90 anos do nascimento de gaúchos pioneiros que, seguramente, figuram entre os principais ecologistas da história do Brasil: José Lutzenberger e Flavio Lewgoy. O primeiro, em dezembro; o segundo, ainda em janeiro.
Ambos presidiram a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), criada em 1971, e tiveram papel fundamental no despertar ecológico da sociedade. Por exemplo, chegaram a ser ridicularizados, em um primeiro momento, quando combateram o uso indiscriminado de agroquímicos, isso há mais de quatro décadas.
Pouco a pouco, foram avançando até conseguir aprovar a Lei dos Agrotóxicos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nos anos 1980, a primeira legislação em todo o Brasil. Hoje, o tema é visto com naturalidade, basta ver a proliferação de feiras agroecológicas, não apenas em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, como em todo o País.
Essa evolução também acontece sob o ponto de vista empresarial, como se pode ver todos os dias nas gôndolas dos supermercados, onde, apesar de terem um preço mais elevado, os hortifrutigranjeiros orgânicos ganham cada vez mais espaço, o que, obviamente, se dá pelo aumento da demanda dos consumidores por esse tipo de alimento.
De fato, a sustentabilidade ambiental, sob seus diversos aspectos, passou a ser um ativo de extrema importância no mundo dos negócios. E a tendência é que, no futuro, isso seja não uma vantagem, mas, sim, um pré-requisito de quem almeja se tornar um player, em qualquer setor, no cenário global.
Além da consolidação de um arcabouço legal e de órgãos ambientais em todas as esferas de governo, a ecologia também entrou de forma definitiva no mercado financeiro. Um exemplo disso é a Bolsa de Valores de São Paulo.
Cada vez mais disputado, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa tem sido buscado por mais companhias e trabalha para dar transparência às informações. Ou seja, não basta marketing ambiental, é preciso ter ações ecologicamente corretas para atrair investidores, que estão muito bem-informados hoje em dia.
E claro, quando há um desastre ambiental como o rompimento da barragem em Mariana (MG), empresas envolvidas - Samarco, Vale, BHP Billiton - têm não apenas o prejuízo operacional, como também um arranhão irreversível na imagem, além de perdas no valor de suas ações.
O fator sustentabilidade também influencia de forma decisiva a competitividade dos países, estados e municípios. Investimentos podem ser atraídos em função de um ambiente limpo e saudável, ou perdidos por causa da poluição.
Isso sem falar em como esse aspecto influencia a escolha de profissionais destacados por viver em um lugar. Quem não pensaria duas vezes antes de viver na poluidíssima Pequim (China), ainda que tivesse uma proposta de trabalho interessante sob o ponto de vista profissional e financeiro?
A questão ambiental entrou na pauta de todos nós de forma irreversível, e deve ser levada a sério, com cada um fazendo a sua parte - o cidadão, por exemplo, pode optar, quando puder, por um transporte alternativo, separar o lixo em sua casa e, por que não, dar preferência a produtos de empresas ecologicamente corretas.
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