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editorial Notícia da edição impressa de 24/12/2015. Alterada em 23/12 às 19h52min

Natal para vencer o medo e renovar esperanças

Um mundo conturbado e um Brasil envolto em problemas. Desanimado, o Papa Francisco afirmou que as festividades de Natal soam falsas em um mundo que escolheu "a guerra e o ódio". É incrível como até o Papa alerta para a hipocrisia mundial, quando muitos matam em nome de Deus, a suprema heresia em pleno século XXI.
Infelizmente, mesmo chegando o Natal, a data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro, a confiança dos empresários continuou caindo em novembro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A insatisfação do empresariado com as condições atuais da economia é a principal razão da queda da confiança.
Ora, o maior empenho dos seres humanos deveria ser, sempre, prevenir ou remover o mal, neutralizando-o ou transformando-o em bem. No Natal, renovamos a esperança para vencermos o natural medo do futuro. O nascimento de Jesus Cristo, há 2015 anos, é o símbolo de que dias melhores poderiam e chegariam, para todos os que praticassem o bem e, acima de tudo, amassem ao próximo como a si mesmos. Porém, quão distante está a humanidade da realidade desse ensinamento.
Independentemente de nossas crenças religiosas, o Natal é momento de reflexão, paz, a confraternização, na esteira dos ensinamentos do Mestre.
"Como o ano passou depressa", a frase muito ouvida. É que a vida está mais corrida. Crianças, corríamos em folguedos hoje inimagináveis, substituídos que foram por toda uma parafernália eletrônica. Em lugar dos carrinhos de lomba ou dos desenhos ingênuos das pioneiras tevês, tablets, jogos eletrônicos e celulares nas mãos das crianças. Mas não está certo ou errado, é que mudou.
Rápido demais, mas o mundo mudou, e o Brasil mudou junto. Muitos dizem que religião não interessa mais. Deixam para seus filhos a opção futura por seguir os ensinamentos religiosos. Esquecem que a fé é um valor inabalável e que sustenta a nossa existência. Não podemos ficar na escuridão da transcendência, sem bem avaliar os ensinamentos espirituais. O amor dos pais deve ser repassado para seus filhos. Afastemos de nós os perigos e as preocupações. A preocupação olha em volta, a tristeza olha para trás, a fé olha para cima.
Não podemos aceitar o absurdo da graça ou a graça do absurdo. Haveria um não sentido em nossas vidas esmagando a esperança no coração. Seríamos pessoas angustiadas, sem os valores do espírito. Aí surgem as crendices para que alguns encontrem uma saída para os seus problemas terrenos, pois não têm sementes de espiritualidade. Então, a confiança e a coragem se transformam em medo. Medo da doença, medo do outro, da insegurança e, finalmente, medo de uma vida futura, do além.
Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração.
Quanto à figura do Papai Noel, estudiosos afirmam que foi inspirada no bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi elevado a santo, como São Nicolau, pela Igreja Católica.
Temos problemas no País, pelo lado econômico e político. Mas, com muitas tradições, o que desejamos, de coração, malgrado todas as dificuldades institucionais do Brasil, é um Feliz Natal para todos.
 
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