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Editorial Notícia da edição impressa de 14/12/2015. Alterada em 13/12 às 20h11min

Mosquito assusta um Brasil enfermo e sem vacina

O Brasil não tem sossego e deve chegar ao final do ano enfrentando além do imbróglio político que se arrasta há meses um mosquito que aterrorizou com a dengue e agora espalha uma epidemia de microencefalia no Nordeste, especialmente.
Temos uma superposição de problemas econômico-financeiros, políticos e, agora, de saúde pública. Como era dito antigamente, "uma desgraça só é bobagem".
Os agentes de saúde receberam auxílio de soldados do Exército, treinados para acompanhar a erradicação de focos ou futuros focos de procriação do mosquito transmissor da dengue.
Agora, temos a tríplice epidemia do zika vírus, dengue e febre chikungunya. Em comum, essas doenças têm o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti, inseto que está longe de ser exterminado, mas cujo controle poderia significar a solução a todos esses problemas. Vacinas estão sendo buscadas com sofreguidão, mas vão demorar.
Médicos aconselham as mulheres a retardarem a gravidez, pois se trata de algo novo e o tratamento não é totalmente sabido, quando não ignorado.
O fato é que o muito bem intencionado Sistema Único de Saúde (SUS) passa por dificuldades. Tem respirado por aparelhos o oxigênio financeiro é ligado de quando em quando. Pois pela falta de recursos federais e aqui no Rio Grande do Sul, o SUS foi submetido a uma situação grave.
Por isso, entre os milhões de brasileiros que não são associados a planos de saúde privados, há um medo coletivo. A mídia vem fazendo, ciclicamente, pautas em cima das emergências superlotadas, hospitais que fecham setores inteiros, bactérias e outros microorganismos que atacam unidades, depois, desativadas.
A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), que quando foi criada sofreu muitos ataques pela oposição de então no Congresso Nacional, foi abolida pela nova oposição justamente quando os que eram contra chegaram ao Palácio do Planalto.
Assim, na época, foram menos R$ 40 bilhões. Agora, o governo federal faz de tudo para ver aprovada, nos próximos dias, a volta da CPMF para 2016. O descalabro na base política, o fantasma do impeachment rondando a presidente Dilma Rousseff (PT) e a possível cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm postergado quase tudo.
O Sistema Único de Saúde talvez tenha sofrido, no século XXI, as dificuldades do seu gigantismo e do avanço da medicina, hoje com as mais diversas tecnologias que, por sinal, custam caro. E exigem boas estruturas humanas e materiais.
A prevenção continua sendo o melhor remédio, da infância até a idade provecta. O governo federal, hoje, prova do seu próprio veneno, ao não ter trabalhado suficientemente para evitar a proliferação desse mal. E a dengue e o zika vírus avançaram.
Nesse meio tempo, Brasília perdeu arrecadação no rastro da crise internacional e dos gastos internos excessivos, olvidando o SUS enquanto a União era obrigada a cortar.
Se os governos federal e estadual desligarem os aparelhos que levam o oxigênio financeiro à rede de saúde pública, milhares sofrerão e o paciente SUS morrerá. Um mosquito ainda assusta o País imprevidente. É preciso reagir, antes que a situação piore mais.
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