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artigo Notícia da edição impressa de 07/12/2015. Alterada em 06/12 às 18h59min

Circo e política

João Pedro Casarotto

O homem serve a pipoca e responde que não sabe até quando o circo ficará naquele local, pois depende do volume de público pagante que for aparecendo dia após dia. Iniciada a sessão, ele reaparece apresentando as atrações, empurrando equipamentos, segurando a corda dos trapezistas e supervisionando todos os acontecimentos. A vendedora de algodão doce reaparece como acrobata e contorcionista. O vendedor de refrigerante reaparece dirigindo uma das três motos que circulam veloz e harmonicamente dentro da esfera de aço, na atração conhecida como o globo da morte.
Na apresentação do trapézio voador, o bilheteiro agora como o volante dá três saltos mortais e busca as mãos daquele que antes vendia maçã-do-amor e agora é o aparador que fica pendurado de cabeça para baixo em sua barra pendular. Durante a apresentação, toda a equipe transpira sincronia, companheirismo, cumplicidade e confiança. Todos eles sabem muito bem o quanto é doloroso quando o público fica em silêncio, pois isto significa a ausência de futuros pagantes.
Conclusivamente, o mundo do circo nada tem a ver com o mundo da má política onde vemos sobrepor-se o individualismo ao coletivo e o egocentrismo à solidariedade. Somos injustos e desrespeitosos quando afirmamos que os que praticam a má política estão fazendo um espetáculo circense. Quem dera a política fosse um circo onde os atores buscam, à exaustão, a preparação perfeita para prestar um excelente serviço aos pagantes fazendo com que estes lancem suas mãos à frente para brindá-los com ruidosos aplausos, mesmo quando algum movimento sai errado e o ator humildemente o recomeça. Sem dúvida, no mundo da política, precisamos de mais circo onde tudo depende da aclamada aprovação do distinto público.
Auditor
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