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Infraestrutura Notícia da edição impressa de 21/12/2015. Alterada em 21/12 às 11h44min

Lauro Hagemann: "O Daer descuidou da rodoviária por ano"

FREDY VIEIRA/JC
Diretor de Transportes Rodoviários do departamento, Hagemann salienta crescimento na procura pelo serviço

Isabella Sander

Após a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Agergs) devolver em abril o edital de licitação da concessão da rodoviária de Porto Alegre ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), alegando problemas no documento relativos às áreas jurídicas, tarifária e de qualidade, um impasse passou a pairar no ar. Quando, afinal, sairia a licitação? O contrato atual, com a empresa Veppo, é considerado precário. No ano passado, o Ministério Público de Contas (MPC) o considerou irregular. Como consequência, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou, em julho de 2014, que fosse feita a licitação em 180 dias. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, Lauro Hagemann, revela que o novo texto para a Agergs está sendo ajustado, mas que há planos de modificar o edital e ampliar o tempo de operação da empresa vencedora para um período maior do que cinco anos, a fim de qualificar a infraestrutura do prédio.
Jornal do Comércio – Quando sairá a licitação para a modernização da rodoviária de Porto Alegre?
Lauro Hagemann - A rodoviária de Porto Alegre tinha projeto de licitação para operação por cinco anos, mas era um edital que apenas resolvia juridicamente o problema da licitação, pois em cinco anos ninguém vai querer fazer os investimentos que a rodoviária de Porto Alegre precisa. Então, segurei um pouco alguns andamentos. Estamos fazendo ajustes para devolver o texto para a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Público (Agergs), mas a minha vontade pessoal, como diretor, é estabelecer uma licitação com prazo maior, como são outras já feitas no interior, com um rol maior de exigências para o novo concessor. Nossa equipe está fazendo a avaliação estrutural do prédio, depois o avaliaremos do ponto de vista arquitetônico. Precisamos modernizar o prédio. Numa concessão de cinco anos, ninguém vai querer investir. Vai entrar ali, vender passagem, ganhar algum dinheiro e vai sair. Estou falando de investimentos maiores, mais pesados.
JC – Que tipo de investimentos?
Hagemann - Tem uma área de passageiros que fica na chuva, é inadmissível. Precisamos atualizar banheiros, a acessibilidade do prédio. Porém, tudo isso só se consegue fazer se tivermos um prazo maior na concessão. As lojas do andar superior são subaproveitadas. A nossa diretoria faz muitas coisas e, às vezes, não conseguimos nos dedicar tanto a uma coisa. Antes, eu estava focado na confecção do plano diretor. Agora, como já saiu da nossa alçada, posso me dedicar mais às questões da rodoviária. Quero criar um edital novo, com concessão maior, com todas as exigências que a rodoviária merece. O Daer, por muitos anos, deixou aquele prédio sem cuidados. Podíamos, ao longo desse tempo, ter tentado atualizar o prédio de alguma forma. Passa muita gente por ali, é um grande ponto de fluxo. Temos mais ou menos 600 ônibus chegando por dia e ainda vemos a rodoviária daquela forma antiga. Quando chego ali, fico um pouco triste ao ver que, nos últimos 20 anos, não foi feito nada de muito diferente. Algumas lanchonetes investiram, mas o conjunto está antiquado. Quero dar ao cidadão alguns serviços mais úteis, além de lanchonete ou tabacaria. Às vezes, o passageiro tem que esperar o ônibus e fica vagando pelo Centro. Ele poderia ter o que ele precisa na rodoviária. Não sei se sou muito ingênuo, mas acho que tenho que tentar.
JC – Com mais exigências, não é possível que tenhamos uma licitação esvaziada, como tem ocorrido frequentemente no Estado?
Hagemann - Sabemos que a crise econômica vem em ciclos. Ninguém vai querer investir recursos na rodoviária, se ela não tiver capacidade de dar retorno, e ela tem. Então, não é difícil um grupo de empresas querer e saber lidar. Sempre haverá projeção de rentabilidade. As empresas estavam reclamando de redução do número de passageiros, mas tivemos, no ano passado, um número bem maior do que a média dos últimos dez anos. Vínhamos numa média de 56 a 58 mil viagens e, em 2014, foram 61 mil no sistema todo. Eu não sei se é um choro delas, se os lucros diminuíram, mas o fato é que ainda haverá por muito tempo gente circulando de ônibus. Não é fácil criar linhas aeronáuticas no interior, então o ônibus será por muito tempo o principal transporte. Os ônibus estão ficando melhores. Vamos tentar qualificar nosso controle aqui também, para que saibamos exatamente qual a oferta e a demanda.
JC – Somente na nova licitação da rodoviária será possível comprar as passagens com cartão de débito e crédito?
Hagemann – Teremos que desenvolver melhor a ideia da oferta de cartão, porque dependerá da empresa. Para nós, é indiferente que eles usem cartão ou não. O futuro nos demanda essa atualização tecnológica, até mesmo a criação de um aplicativo para venda de passagens, que algumas rodoviárias têm. É difícil que o Daer entre nessa discussão e defina se pode ou não pode. É um sistema muito antigo, que as pessoas estão acostumadas a comprar com dinheiro. O pessoal da Veppo, que hoje opera a rodoviária de Porto Alegre, me disse que é possível comprar passagens pela internet, mas que a maioria das pessoas, de 70% a 80%, compra com dinheiro. Quem mora em cidades maiores está muito atento à tecnologia, mas quem está no Interior às vezes ignora certas facilidades. Contudo, isso vai se atualizando, é um processo gradativo. Não conseguiremos determinar isso amanhã. Espero que, em dez anos, possamos usufruiu muito mais da tecnologia. Hoje, o sistema que o Daer trabalha é muito antigo.
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