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artigo Notícia da edição impressa de 22/12/2015. Alterada em 21/12 às 22h28min

Opinião econômica: Rezar

Jonathan Heckler/Arquivo/JC
Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC

Nizan Guanaes

Inspirado por Abilio Diniz e pelo meu personal trainer, que é presbiteriano, comecei a rezar todas as manhãs. Leio os jornais e depois rezo. No início, foi como começar a correr e fazer exercícios, uma decisão intelectual, um gesto de disciplina, que você faz por obrigação e pouco prazer. Mas, aos poucos, aquilo foi virando um oásis neste momento atribulado que, como qualquer empresário brasileiro, eu vivo.
Esta é uma crise braba, em que você tem que fazer sacrifícios para salvar o todo e vencer a crise. Um momento duro, de decisões duras, mas decisões necessárias e inadiáveis.
Neste momento, é preciso pedir a sabedoria que o jovem Salomão pediu a Deus. A sabedoria que David, o estadista, pediu tanto a Deus. Só mesmo Deus vai nos dar, por meio de seu Espírito Santo, as virtudes que não temos. No meu caso, por exemplo: paciência, sabedoria, parcimônia.
David diz nos seus lindos Salmos que o Senhor salva o homem e a besta. Tem uma besta no homem. E, se deixar a besta solta numa crise como essa, a besta desembesta.
Não rezo para ser santo. Rezo para ser homem, para ser humano. No sentido divino desta palavra: ser um líder humano, um profissional humano, um marido humano, um pai humano.
Humano como Francisco, o papa, que ao escolher seu nome já apontou o caminho. Que em dois anos tirou a Igreja Católica do intramuros do Vaticano e a trouxe de volta para os homens e as mulheres do mundo todo e de todas as fés.
Minha amiga Arianna Huffington, uma das empresárias e mulheres mais interessantes destes tempos modernos, me ensinou a prestar mais atenção em meditação em seu novo livro, "A Terceira Métrica", publicado no Brasil pela editora Sextante.
Nos Estados Unidos, só se fala em "mindfulness", em meditação. Até no Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT, Meca mundial da tecnologia, se fala disso. Roberto Zeballos, que é um dos médicos mais modernos do Brasil, fala muito em meditação.
Rezar é meditar. E fortalece muito o empresário. É bom para quem tem fé, é bom para quem quer ter fé, é bom para quem quer ter paz, é bom para quem quer ter foco e discernimento.
Não importa se você vai rezar para Jesus, Adonai, Alá, meditar sobre o que disse o Buda, rezar para Xangô e Iansã ou conversar com o vento.
Quando você reza ou medita, você foca, concentra, reúne forças, toma o controle da sua vida. Você toma o controle da besta, como a inveja, a usura, o olho gordo, a pequenez, o medo e os instintos animais que existem em cada um de nós.
Sem a oração e a meditação a gente desembesta a fumar, a beber, a tomar Rivotril. Desembesta a sofrer e a passar as noites acordado. Desembesta a pensar com o fígado em vez de pensar com a cabeça, com o coração e com a alma.
A besta é uma má pessoa e um péssimo empresário. Rezar é o meu antídoto contra ela.
Hoje é 22 de dezembro. A oração torna todo dia o dia 25 de dezembro. Por meio da oração nasce a cada dia um menino Jesus em nós. Rezar é um Natal na alma.
Acreditar em Deus é bom inclusive porque evita que a gente se ache Deus. E evita que a gente seja movido pela besta que está no homem. É por isso que, a cada manhã e a cada noite, eu rezo. Não para ser santo, como disse, mas para não ser besta. Para ser homem. Feliz Natal e feliz 2016!
Publicitário e presidente do Grupo ABC


COMENTÁRIOS
Alexandra - 23/12/2015 16h50min
Conversar com Deus não faz mal a ninguém e sim converr com Deus resolve muito das nossas crises éticas, morais, políticas e econômicas, por que a solução parte de cada um de nós. E principalmente conversar com Deus nos torna menos amargurados. aconselho o senhor Aldo a experimentar. com certeza se sentirá muito melhor.

Cassia - 23/12/2015 14h15min
Colocação perfeita!

Veronika Vajda - 23/12/2015 10h40min
Achei o texto primoroso e totalmente motivador. A tal ponto, que pretendo começar a aprender a rezar. Tudo que o Nizan escreveu faz o maior sentido. Espero que outras pessoas se sintam motivadas, como eu.

Aldo Paula de Oliveira - 22/12/2015 16h38min
É importante respeitar opiniões, mesmo as mais obtusas, sejam políticas, econômicas, filosóficas ou religiosas. Mas o texto do senhor Guanaes traz hipocrisias gritantes. Possivelmente isso se deve ao tão decantado "espírito natalino". Parece que o autor quer nos fazer crer que rezando superaremos as "nossas" crises ética, política e econômica. Se rezar resolvesse, os grupos/povos religiosamente fanáticos seriam os mais felizes do mundo. Alienação/ má-fé deveria ter limites.

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