Porto Alegre, sexta-feira, 18 de dezembro de 2015. Atualizado às 07h18.
Dia Internacional do Migrante.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
25°C
28°C
20°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,8910 3,8930 0,71%
Turismo/SP 3,7200 4,1000 0,72%
Paralelo/SP 3,7200 4,1000 0,72%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

CRISE POLÍTICA Notícia da edição impressa de 18/12/2015. Alterada em 18/12 às 08h18min

Levy se despede em encontro do CMN

EVARISTO SA/AFP/JC
Governo já vem discutindo nomes para ocupar pasta de Joaquim Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, surpreendeu os integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN) ao se despedir deles na última reunião do ano e informar que não estará presente no próximo encontro, no fim de janeiro. De acordo com os presentes, o tom era de quem praticamente oficializou a saída do governo.
Segundo dois assessores que estavam na reunião, ao final da encontro, Levy desejou boas festas e bom final de ano a todos. Em seguida, afirmou que, pelas perspectivas, não estará mais presente no CMN na primeira reunião do próximo ano, no final de janeiro.
Procurado, o ministro da Fazenda mandou dizer, por meio de sua assessoria, que revelar o que é dito dentro de reuniões do CMN é uma "infração funcional e que, por isso, não poderia nem confirmar nem desmentir" a informação.
Levy divergiu novamente do governo na definição da meta fiscal de 2016. Ele era contra a redução, que acabou sendo aprovada, de 0,7% para 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Em conversas reservadas, ele dizia que, se a meta fosse reduzida, deixaria o governo.
O anúncio oficial da sua saída só não foi ainda oficializado porque a presidente Dilma Rousseff não conseguiu definir o nome que irá substituí-lo. O embate público do ministro em torno da meta fiscal de 2016 precipitou os acontecimentos.
A situação é muito semelhante ao que ocorreu em 2014 quando o cargo mais importante na área econômica ficou nas mãos de um ministro demissionário. Durante a campanha à reeleição, a presidente "demitiu" o então ministro Guido Mantega ao sinalizar que ele seria substituído se ela fosse reeleita.
Auxiliares diretos da presidente dizem que a substituição poderá acontecer a qualquer momento, com grandes chances de ser antes do Natal. Embora não fosse o motivo do encontro, na quarta-feira à noite, a saída de Levy foi um dos temas tratados na reunião da presidente Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, três ministros e o presidente do PT, Rui Falcão, no Palácio da Alvorada, que terminou perto da meia-noite.
O ex-presidente Lula, que vinha insistindo em emplacar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, agora, demonstra simpatia por Armando Monteiro, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Um grupo de senadores trabalha por Monteiro, que também é ex-presidente da Confederação Nacional de Indústria (CNI).
Lula já conversou com uma série de pessoas sobre Monteiro e recebeu boas referências dele, embora sempre existam prós e contras. O fato de ser um político cordato, com jogo de cintura, está entre os prós. Ele não ser um homem de mercado, pode ser um contra, mas avaliam que isso pode ser revertido. No Congresso, há quem divulgue que toda empresa que ele pega, quebra. Mas a abertura de uma vaga na Esplanada para acomodações políticas também ajudaria na decisão.
Enquanto a simpatia de Lula por Monteiro é divulgada, os petistas trabalham para que Dilma opte por uma solução caseira, limitando-se a transferir Nelson Barbosa do Planejamento para a Fazenda. A ideia, no entanto, é rejeitada por muitos outros setores do governo.
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Após reunião fechada, Dilma Rousseff quer evitar novos atritos com vice-presidente
Cunha recebe novo pedido de impeachment MBL e MTST trocam ofensas em protesto no Congresso Nacional Pedaladas pagam planos sociais, diz ex-presidente

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo