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Turismo Notícia da edição impressa de 14/12/2015. Alterada em 13/12 às 22h26min

Porto Alegre se destaca em promoção turística

ANTONIO PAZ/JC
Pesquisa apontou forte evolução em atrativos, citando a qualidade de locais como o Parque Farroupilha

Guilherme Daroit

É bastante provável que, quando alguém sonhe em fazer uma viagem, não seja Porto Alegre o destino de seus desejos. A Capital, afinal de contas, não tem a pujança histórica no setor dos principais destinos turísticos nacionais, como o Rio de Janeiro, o Pantanal ou as praias nordestinas. Mas, se depender apenas dos esforços de "venda" da cidade para os turistas, pode ser que a situação mude no futuro. Isso porque, segundo o Ministério do Turismo, é Porto Alegre, entre as 65 regiões turísticas do Brasil, que melhor atua em promoção e marketing.
O resultado é parte do estudo Índice de Competitividade do Turismo Nacional, divulgado na semana passada pelo ministério. O medidor de desempenho avalia 63 variáveis dentro de 13 categorias, que englobam ainda atrativos, acesso, infraestrutura e economia local, entre outros. Da soma de todas é dado o índice geral, no qual Porto Alegre (81 pontos) ficou atrás apenas de São Paulo (83,2) e Rio de Janeiro (81,1).
Entre os principais vetores da Capital, a pasta destacou uma forte evolução em atrativos turísticos, citando a qualidade de locais como o parque Farroupilha e o Mercado Público, e a boa sinalização e acessibilidade dos pontos. O melhor resultado de Porto Alegre, porém, foi mesmo a liderança na promoção do destino, pela criação de marcas próprias, atuação em feiras e presença nas redes sociais.
Segundo o secretário do turismo de Porto Alegre, Luiz Fernando Moraes, foi o mau desempenho no quesito em edições anteriores do estudo que mudou o rumo da atuação da Capital. "A partir daí, passamos a trabalhar de forma diferenciada em cima disso, com um planejamento de marketing estruturado", comenta. Assim, teria surgido uma das iniciativas elogiadas pelo ministério, que é a criação e atualização anual de um plano de marketing, que passou a balizar a promoção da Capital.
O documento previu, entre outras coisas, o foco em mercados considerados "mais viáveis", como a América Latina e, na Europa, Portugal e Espanha. "São locais com acesso aéreo e proximidade cultural, onde fica mais fácil trabalhar com nosso produto", comenta Moraes. Anualmente, Porto Alegre participa de 15 feiras, sendo quatro delas no exterior, muitas vezes em parceria com a Serra gaúcha, onde capacita agentes de viagens e apresenta os aparelhos locais.
Estratégia elogiada pelo estudo, os segmentos turísticos desenvolvidos na Capital também são parte do esforço para atrair os viajantes. Há hoje, em Porto Alegre, segmentos como o turismo rural, náutico, de saúde (para quem vem em busca de tratamento médico), criativo e, mais recentemente, voltado ao público gay.
São ações, porém, cujo potencial é para o médio e longo prazo, "não é um trabalho da noite para o dia", como define Moraes. É o que avalia, também, o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e região (Sindha), Henry Chmelnitsky. "São iniciativas que têm nosso apoio, mas que são incipientes. No curto prazo, porém, não temos turismo de lazer, nem de negócios, pelo cenário econômico e pela falta de um centro de convenções que permita atrair feiras grandes", defende Chmelnitsky. A taxa de ocupação da rede hoteleira, em 2015, estaria abaixo de 50%, segundo o dirigente.
O momento adverso da economia, que complica o fluxo de turistas, também é citado por Moraes para evitar traçar uma meta de expansão do turismo na Capital. "Com a situação de recessão, a economia freou, e o turismo também. Tudo o que podia ser projetado foi por água abaixo", defende o secretário. Tradicionalmente, a Capital recebia em torno de 1,5 milhão de visitantes por anos, mas os números de 2015, que devem apresentar queda, ainda não foram fechados.

Grandes eventos aumentam competitividade das cidades


Os destinos turísticos brasileiros se tornaram mais competitivos com a Copa do Mundo, especialmente pelos ganhos com infraestrutura e qualificação profissional, que transformaram a forma de receber e atender o viajante. Uma análise nos resultados do Índice de Competitividade do Turismo Nacional 2015 mostra que a construção de ciclovias, a melhoria na sinalização turística e a mobilização de entes públicos e privados em torno do evento contribuíram com o aumento das notas dos municípios na pesquisa.
O trabalho iniciado com a preparação do Rio de Janeiro como cidade-sede da Copa do Mundo ganha repercussão também na Olimpíada de 2016. A cidade dá continuidade ao projeto de sinalização turística para pedestre (wayfinding) nos principais bairros da cidade, obra que ajudou a elevar a nota do Rio de Janeiro na dimensão Serviços e Equipamentos Turismo no Índice de Competitividade. Outro ganho se dará com a revitalização da região portuária da cidade (Operação Porto Maravilha), com novos equipamentos culturais e mais integração entre meios de transporte e pedestre.
A construção de 22 km de ciclovias na orla litorânea de Natal (RN), obra motivada pela realização de jogos da Copa, elevou a nota da cidade no indicador Infraestrutura Geral, um dos 13 avaliados na pesquisa do MTur. Natal avançou também em Políticas Públicas, na comparação com 2014, em função da articulação que resultou em investimentos diretos dos governos federal e estadual em projetos de infraestrutura turística.
Em Cuiabá não foi diferente. A renovação da sinalização turística contribuiu para que acidade ficasse acima da média nacional na mesma dimensão do Rio de Janeiro. Na entrevista de campo, realizada pela Fundação Getulio Vargas, os técnicos apuraram que o Mundial contribuiu também para aumentar a visibilidade do destino, favorecido pela proximidade com importantes atrativos do Mato Grosso como o Pantanal e a Chapada dos Guimarães.
A sinalização turística viária, com informações em inglês, e a implantação de Centros de Atendimento ao Turista em locais de grande movimentação também influenciaram no aumento da competitividade de Manaus. A cidade ganhou mais pontos em relação ao ano passado.
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