Porto Alegre, terça-feira, 08 de dezembro de 2015. Atualizado às 21h29.
Dia da Família.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
24°C
29°C
18°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,8090 3,8110 1,35%
Turismo/SP 3,6000 3,9700 0,25%
Paralelo/SP 3,6000 3,9700 0,25%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

artigo Notícia da edição impressa de 09/12/2015. Alterada em 08/12 às 21h48min

Opinião econômica: Foi bom

Folhapress/Arquivo/JC
Delfim Netto é economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura

Delfim Netto

Existem momentos "críticos" que resolvem definitivamente uma dúvida. Na matemática, basta um contraexemplo para acabar com a mais bela conjectura. Pasteur, com um experimento, sepultou a teoria da "geração espontânea". Eddington, com duas fotografias, confirmou Einstein. Sem juízo de valor, Eduardo Cunha criou um momento crítico que poderá acabar com a paralisia que resultou da perda de credibilidade da presidente.
Ela se reelegeu com 24% dos eleitores declarando o seu governo ruim/péssimo (Datafolha). Quando a marquetagem eleitoral foi desmascarada, a porcentagem triplicou (Datafolha). O quinquênio 2011-2015 pode ser resumido em um número. O PIB do Brasil cresceu um pouco mais do que 5%, enquanto o PIB mundial cresceu um pouco mais do que 17%, e o dos emergentes (ex-Brasil), nada menos do que 28%. Logo, a tragédia foi interna!
Infelizmente, Dilma não mostrou disposição de enfrentar a realidade e reconhecer que o equivocado esforço para reeleger-se fora desastrado. A luta política aprofundou-se e transformou o resultado da eleição em um martírio sem fim. A falta de protagonismo do Executivo e a sistemática negação da gravidade da situação colaboraram com o entorpecimento político da sua gigantesca "base potencial": 10 partidos sem nenhuma fidelidade!
Isso retarda as medidas corretivas (sob grave ataque, aliás, de seu partido, o PT), o que piora mais a economia, que, por sua vez, aumenta a confusão política, que piora ainda mais a economia e, assim, cumulativamente, até chegarmos à espantosa redução anual do PIB de 4,5% entre o 3º trimestre de 2015 e o seu homólogo de 2014.
É importante que Dilma entenda que o que está em julgamento não é a sua honradez que todos reconhecem. São os problemas materiais de sua administração. O presidente da Câmara não é o autor da denúncia. É apenas seu portador.
A sua defesa, portanto, tem que descer ao substantivo e esquecer o "ad hominem". Estamos diante do experimento crítico: ou Dilma defende-se corretamente, assume o seu protagonismo, enquadra a sua "base" e propõe reformas constitucionais indispensáveis ou a Câmara, convencida da impossibilidade de reconstrução da confiança da sociedade na presidente, dá-lhe a oportunidade de afastar-se com honra.
Isso não pode nem deve ser resolvido como uma competição de passeatas cívicas entre vermelhos e verde-amarelos, mas pela análise cuidadosa da prova material do fato que teria gerado o desvio de função de que fala a peça do impeachment. Lembremos que não gostar do governo nunca será uma condição suficiente para renová-lo antes da próxima eleição.
Economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Opinião econômica: O futuro é mulher O vendedor coach não apenas vende, ele questiona Opinião econômica: Risco Juros indecentes
Como vereadora, não tenho competência para legislar sobre esse tema

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo