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Transporte Notícia da edição impressa de 04/12/2015. Alterada em 03/12 às 22h26min

Polícia Civil indicia 4 por agressão a motorista

JONATHAN HECKLER/JC
Segundo o delegado Rodrigo Garcia, crime não foi premeditado

Isabella Sander

O inquérito sobre a agressão ao motorista Bráulio Pelegrini Escobar, colaborador do aplicativo Uber, de serviço de transporte individual de passageiros, foi concluído nesta quinta-feira. Nele, consta que, além dos dois suspeitos já presos, os taxistas Alexsandro dos Santos Scheffer e Cauê Cavalheiro Varella, serão indiciados outros dois, os também taxistas Valderi Machado Silveira e Maurício dos Santos Nunes, os quatro pelos crimes de tentativa de homicídio e dano qualificado. As agressões não teriam sido premeditadas. A Polícia Civil busca identificar um quinto suspeito, que também seria taxista.
Segundo o delegado Rodrigo Garcia, da 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), foram ouvidas 15 pessoas, entre taxistas, testemunhas e vigilantes, e foram solicitados perícia de danos, perícia papiloscópica, lista dos prefixos dos táxis que trabalham no Carrefour da avenida Bento Gonçalves, onde ocorreu a agressão, trajeto feito pelo carro do Uber, lista de passageiros que passaram pelo veículo naquele dia e vídeos de vigilância. "Já obtivemos alguns retornos, mas outros chegarão depois. A investigação continua e, caso os futuros dados contribuam, faremos um relatóriocomplementar", garante.
Tudo leva a crer, conforme Garcia, que há um grupo de taxistas que se comunica através do aplicativo de bate-papo Whatsapp e estava elaborando um plano para chamar carros do Uber e levá-los até os locais onde a prefeitura realiza blitze, para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) multar os veículos. "No caso de Escobar, a intenção era a mesma. O motorista estranhou que, já ao chamar, o passageiro não definiu no aplicativo qual seria seu ponto final, o que indica ao cliente qual será o valor pago ao final da corrida", relata.
Ao entrar no carro, no dia 26 de novembro, o primeiro passageiro, Varella, pediu que o condutor do Uber se dirigisse à avenida Protásio Alves, em direção a Viamão. Escobar tinha conhecimento sobre uma blitz ocorrendo naquela região, mas, devido à insistência do cliente, que alegava que um amigo estava aguardando no local com bagagens, continuou a viagem. Chegando lá, o amigo, Silveira, estava ao lado da blitz. Como esta estava sendo desmontada pela EPTC, os agentes não repararam no automóvel, o que frustrou a expectativa dos dois taxistas.
Como a tentativa de levar o carro do Uber até a fiscalização não deu certo, a dupla definiu uma nova estratégia. Empolgados, chegaram a tirar uma "selfie" dos dois dentro do automóvel. Indicaram como novo rumo a residência de um terceiro amigo, que, de acordo com o delegado, desistiu de participar da ação e não saiu de casa. "Eles saíram para tocar a campainha e Escobar, já assustado, tentou fugir com seu carro. Varella e Silveira, no entanto, correram atrás do veículo e pediram para que o motorista os levasse até o Carrefour, onde eles comprariam carne para um churrasco", recorda.
Foi no ponto de táxi do Carrefour, que a agressão aconteceu. Ao parar o carro, Escobar percebeu um movimento de aproximação dos taxistas do ponto e tentou trancar o veículo, o que não foi possível, pois Silveira já havia aberto a porta traseira. Scheffer, que trabalha naquele local, abriu a porta do motorista, para tentar retirar a chave da ignição. As medidas de abrir a porta traseira e tirar a chave, segundo Garcia, foram premeditada nas conversas no Whatsapp.
Nervoso, o motorista do Uber pisou no acelerador, arrastando Scheffer, com metade do corpo para fora do automóvel, por cerca de 15 metros, até colidir com uma estrutura metálica. Neste momento, o grupo de taxistas avançou contra Escobar, agredindo-o diversas vezes, especialmente na cabeça. "Tudo leva a crer que, até aquele momento, eles queriam parar o carro e chamar a EPTC, mas, em grupo, se deixaram levar pela emoção e perderam a razão, assumindo o risco de matar", observa o delegado.

Projeto busca regulamentação do aplicativo Uber em Porto Alegre


Os vereadores Fernanda Melchionna e Alex Fraga (P-Sol) e Alberto Kopittke (PT) protocolaram na quarta-feira projeto de lei que estabelece um marco legal para a operação do Uber e outras iniciativas semelhantes em Porto Alegre. A iniciativa instituiu a possibilidade de transporte individual pago e intermediado pelo acesso às redes digitais, excluindo-se o serviço de táxis, que já possui seu regramento, e as caronas solidárias sem relações comerciais. O projeto estabelece os conceitos legais que norteiam os sistemas e define as obrigações e requisitos para os atores envolvidos no processo. A proposta prevê pagamento de Imposto Sobre Serviço por parte da empresa, registro dos condutores na EPTC e instalação de botão de pânico. Até o momento, o Uber é proibido na Capital. A Defensoria Pública tentou liberar o serviço, mas a Justiça negou.
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