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COP-21 Notícia da edição impressa de 01/12/2015. Alterada em 01/12 às 08h14min

"Precisamos de um acordo robusto", pede Ban Ki-moon na Conferência sobre o Clima

IAN LANGSDON/AFP/JC
Encontro sobre o clima ocorre sob a sombra do terrorismo

Pouco mais de 15 dias depois dos atentados terroristas que sacudiram Paris e deixaram 129 mortos, a Cidade Luz recebe desde ontem e durante as próximas duas semanas 151 líderes mundiais para debates sobre o clima. O início da 21ª Conferência da ONU sobre o Clima (COP-21) foi marcado por um minuto de silêncio dos participantes em homenagem às vítimas dos recentes ataques. Em seu discurso de abertura, o presidente francês, François Hollande, disse que o que está em jogo neste encontro é a paz. Segundo ele, os dois grandes desafios mundiais são o terrorismo e a mudança do clima. Ele defendeu um acordo que se comprometa com o aumento da temperatura global em até 1,5 graus centígrados se possível.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (Onu), Ban Ki-moon, foi incisivo ao defender um acordo "dinâmico", que seja capaz de se adaptar às mudanças climáticas produzidas pela economia mundial sem que seja necessário renegociá-lo o tempo todo. Ban pediu pressa e ousadia, e afirmou aos líderes presentes que eles têm "a responsabilidade moral e política" no combate às mudanças do clima. “Precisamos de um mundo com menos emissões. Não tem volta. Temos que andar mais depressa e ir mais longe se quisermos limitar a aumento da temperatura em até 2 graus centígrados. Mesmo com isso, teremos consequências sérias para segurança. Precisamos de um acordo robusto”, cobrou.
A Secretária-geral da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, avisou aos 151 chefes de estado e de governo presentes na que "nunca tanta responsabilidade esteve nas mãos de tão poucos". “O mundo está de olho em vocês. O mundo está contando com vocês”, ressaltou. Christiana garantiu que pontos do acordo serão "legalmente vinculantes", ou seja, terão força de lei entre os países que participam da conferência.
A violência de extremistas também está na pauta dos debates. As lideranças dizem que, ao buscar um acordo ambicioso para cortar emissões que aquecem o planeta, podem mostrar aos terroristas o que os países podem fazer quando se mantêm unidos.
O medo de novos ataques terroristas levou a um reforço na segurança da Cúpula, e à proibição de protestos de ambientalistas. O tema, inclusive, ameaça deixar em segundo plano as preocupações com a alta do nível dos mares e o clima cada vez mais extremo, ligado ao aquecimento global. A conferência tem como meta produzir o acordo mais abrangente já conseguido para evitar o aquecimento global.
O último grande acordo, o Protocolo de Kyoto de 1997, exigiu apenas que os países ricos cortem emissões, sendo que os Estados Unidos nunca o firmaram. Um dos vários entraves é o dinheiro - quanto os países ricos devem investir para lidar com a mudança climática e quanto deve ser investido em energia renovável, ou quanto os produtores de petróleo e gás podem perder se os países concordarem em reduzir para sempre suas emissões.

'Ação irresponsável de empresas causou tragédia', diz presidente Dilma


A presidente Dilma Rousseff abriu seu discurso na COP-21 das Nações Unidas classificando o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, "como o maior desastre ambiental da história do Brasil" e prometendo punições severas para os responsáveis. "A ação irresponsável de empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do rio Doce", disse a presidente. "Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia."
A presidente salientou como o Brasil tem sofrido com os efeitos do fenômeno El Niño. "O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros", argumentou. "Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do País. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força."
A presidente ainda defendeu que a Conferência do Clima em Paris busque um acordo com força de lei que obrigue os países a cumprir as metas estabelecidas. "Estamos em Paris para construir uma resposta conjunta que só será eficaz se for coletiva e justa. A melhor maneira de construir soluções comuns para problemas comuns é a união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso, que limite nesse século a elevação da temperatura média global em 2 graus", disse.
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