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Porto Alegre, terça-feira, 26 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 30/10/2015. Alterada em 26/06 às 13h35min

Swap cambial causa perdas de R$ 38,6 bilhões

O Banco Central confirmou prejuízo de R$ 38,6 bilhões com operações de swap cambial em setembro pelo resultado caixa e de R$ 28,52 bilhões pelo de competência. Por este conceito, o cálculo inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de sua liquidação financeira, que ocorre no dia útil seguinte. Este é o maior volume mensal de perdas da instituição com esse tipo de operação desde que começou a usar a ferramenta, em 2002. Em setembro, o dólar teve alta de 9,39%. Assim, o rombo do BC com essas operações ultrapassa a marca de R$ 100 bilhões no ano pela contabilização caixa (R$ 112,86 bilhões até o dia 23 de outubro).
Levando-se em conta apenas o resultado caixa, a autarquia amargou, em 2015, perdas com essas operações nos meses de fevereiro (R$ 27,29 bilhões), março (R$ 34,5 bilhões), maio (R$ 22 bilhões), julho (R$ 23,9 bilhões), agosto (R$ 17,2 bilhões). Além de manter as rolagens de swap em 100%, o BC decidiu voltar a atuar neste mercado com recursos novos. Desde o dia 23 de setembro, foram cinco operações, com oferta total no valor equivalente a US$ 5 bilhões. Na liquidação, o volume comercializado efetivamente foi de US$ 4,13 bilhões.
O BC preferiu utilizar como primeira ferramenta para conter a alta do dólar o leilão de linha e o de swaps, e não atuar no mercado à vista, como defende parte do mercado financeiro. A última vez em que se desfez de parte das reservas internacionais foi em 3 de fevereiro de 2009. Ao longo de 2014, o BC teve perdas de R$ 17,32 bilhões com a oferta desse hedge ao mercado. Em 2013, o BC acabou registrando prejuízo com os leilões de swap de R$ 1,31 bilhão. Em 2012, entraram para o caixa da autarquia R$ 1,09 bilhão.
Em contrapartida a esses prejuízos, causados efetivamente pela alta do dólar, o BC obteve uma rentabilidade com a administração das reservas internacionais de R$ 124,72 bilhões em setembro, a maior do ano. Entram nesse cálculo ganhos e perdas com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros. No ano, até o mês passado, o lucro da instituição com as reservas é de R$ 492,87 bilhões. O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 95,118 bilhões em setembro.
Com isso, para o BC, o resultado das operações cambiais ficou no azul no mês passado, em um total de R$ 66,59 bilhões. No ano, essa soma está positiva em R$ 225,31 bilhões. O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, a autarquia não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter colchão de liquidez para momentos de crise.

Ata do Copom avalia que indefinição fiscal prejudica controle de preços

As indefinições e alterações significativas na meta fiscal impactam as expectativas para a inflação e criam uma percepção negativa sobre o ambiente econômico. A avaliação consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC).
A última reunião do Copom ocorreu nos dias 20 e 21 deste mês, quando o governo já havia avisado que revisaria a meta de resultado fiscal para este ano. Na última terça-feira, o governo anunciou que o Orçamento de 2015 deverá ter um déficit primário de R$ 51,8 bilhões, que corresponde a 0,8% do PIB.
Esse valor não inclui os atrasos nos repasses a bancos públicos. Inicialmente, a meta de superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida, para União, estados, municípios e estatais correspondia a R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para este ano. Em julho, por causa da queda na arrecadação, a equipe econômica diminuiu a meta para R$ 8,74 bilhões, 0,15% do PIB.
"Sobre o combate à inflação, o comitê destaca que a literatura e as melhores práticas internacionais recomendam desenho de política fiscal consistente e sustentável, de modo a permitir que as ações de política monetária (definições sobre a taxa básica de juros, a Selic) sejam plenamente transmitidas aos preços", diz a ata do Copom.
Para o comitê, há incertezas relacionadas à inflação no futuro. Uma das incertezas está associada "à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição" e ao processo de realinhamento de preços relativos (internos em relação aos externos e livres em relação aos administrados), que está "mais demorado e mais intenso que o previsto".
Nesse cenário de incertezas, o BC retirou da ata a expectativa de que a inflação se encaminharia para o centro da meta em 2016. O comitê cita apenas "horizonte relevante" como prazo para levar a inflação para a meta, ou seja, em dois anos. Assim, a inflação só convergirá para a meta em 2017. "Nesse contexto, o comitê entende que, independentemente do contorno das demais políticas, a política monetária deve se manter vigilante, de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas e a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante", diz o documento.
O BC também retirou da ata a afirmação de que trabalhava para os efeitos de ajuste de preços relativos ficasse circunscrito a 2015, ou seja, não passaria para a inflação de 2016. A meta de inflação tem como centro 4,5% e limite superior em 6,5%. Neste ano, o BC já esperava estouro da meta. A projeção do BC é que o IPCA chegue a 9,5%. A estimativa do mercado financeiro é 9,85%. Para 2016, a expectativa do mercado financeiro está cada vez mais próxima do teto da meta (6,5%).
 
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