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Notícia da edição impressa de 01/09/2015

Setor lácteo busca estímulo para crescer

Marina Schmidt

ANTONIO PAZ/JC
Rigon, Palharini e Seibel abriram a série de debates Retrato do Agronegócio na Casa JC na Expointer
Rigon, Palharini e Seibel abriram a série de debates Retrato do Agronegócio na Casa JC na Expointer

O primeiro debate da série Retrato do Agronegócio, promovido pela Casa JC na Expointer, reuniu representantes da indústria e produtores de leite, na manhã de ontem, com o objetivo de avaliar os desafios enfrentados pela cadeia produtiva. O encontro culminou com o consenso de que é fundamental acelerar medidas de incentivo para elevar a competitividade no setor. Estiveram presentes no debate o gerente do Departamento de Política Leiteira da Cooperativa Santa Clara, João Seibel; o secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini; e, representando os produtores, o superintendente técnico da Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando), José Luiz Rigon.

A produção de leite no Rio Grande do Sul praticamente dobrou entre 2004 e 2014, passando de quase 2,4 bilhões de litros para aproximadamente 4,6 bilhões. Do total produzido atualmente, 40% supre a demanda gaúcha, exigindo que o restante seja comercializado para outros estados brasileiros ou no mercado internacional.

Defendendo uma proposta apresentada na última quinta-feira na Câmara dos Deputados, o Sindilat/RS destacou que a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o leite em pó importado pode, ao menos, amenizar o impacto da concorrência com mercados que conseguem produzir com menor custo. A intenção é aplicar uma taxação de 10% sobre o leite em pó importado sempre que o preço praticado ficar 30% abaixo do valor de referência do Conseleite. "Não conseguimos produzir no custo competitivo do mercado internacional", admitiu Palharini, comparando que o leite importado tem um custo de R$ 6,10 por quilo, enquanto o mesmo produto no mercado interno custa R$ 11,00.

Outro desafio é garantir que o Rio Grande do Sul consiga chegar a outros estados brasileiros, destacou Palharini, criticando o projeto de lei do Executivo gaúcho que propõe redução dos créditos presumidos do ICMS em 30%. "Já estamos trabalhando no limite", sustentou.

Para os produtores, a realidade não é diferente. Rigon apresentou um contexto em que os custos já elevados da produção leiteira têm sido impactados ainda mais pela alta do dólar, que incide sobre insumos. "É um setor desgastante, que sofre com muitos custos", argumentou, lembrando que, ainda assim, o pecuarista que investe na produção leiteira tem buscado aprimoramento técnico e mecanização dos processos. "Mesmo com toda a dificuldade, eu acredito muito no leite", declarou.

Frente a todas as dificuldades, Seibel destacou o papel da indústria como indutora da qualificação do setor. O gerente de Política Leiteira da Cooperativa Santa Clara exemplificou a condição destacando a adoção da ordenha robotizada na propriedade do associado Pedro Nólio, que, em agosto, passou a usar um robô no processo. A perspectiva de ampliação do mercado é factível, concluíram os participantes do debate, porém é fundamental aprimorar normas legais. "No futuro, os que estão investindo hoje vão colher os frutos", sustentou Seibel.

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