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Notícia da edição impressa de 31/08/2015

Alimentos orgânicos conquistam mais adeptos

Marina Schmidt

JOÃO MATTOS/JC
Na Expointer, Jesun expõe sementes para quem mantém horta caseira
Na Expointer, Jesun expõe sementes para quem mantém horta caseira

O mercado de orgânicos no País era mínimo quando um grupo de assentados do MST do Rio Grande do Sul decidiu investir na produção de insumos agroecológicos, em 1996. Associados à Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida (Coonaterra), eles criaram, naquele ano, a Bionatur, frente de negócios voltada para a produção de sementes orgânicas de hortaliças.

No decorrer de quase 20 anos, o mercado dos produtos livres de defensivos agrícolas ganhou projeção. A procura cresceu tanto que atualmente a Bionatur trabalha com demanda acima da produção, explica o representante comercial da marca, Jesun da Silva. No total, integram o grupo 180 assentados da reforma agrária das regiões da Campanha e Missões, no Rio Grande do Sul, e de Minas Gerais. Juntos, eles produzem três toneladas de sementes por ano. E a perspectiva é de triplicar a produção nos próximos três anos.

O uso da semente agroecológica não é obrigatório na plantação de produtos orgânicos. "Ainda", frisa o representante da Bionatur. Mas a perspectiva é a de que as regras mudem no médio prazo. Estabelecida a exigência de insumos orgânicos no cultivo de produtos sem o uso de defensivos agrícolas, a cooperativa deve ampliar ainda mais a atuação.

A produção da cooperativa é certificada e auditada pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e recebe o selo Produto Orgânico Brasil. A Bionatur é uma das 12 expositoras de produtos orgânicos no Pavilhão da Agricultura Familiar, onde é procurada não por produtores, mas pelo visitante comum, que cultiva hortaliças para o consumo próprio.

Outra distribuidora de produtos orgânicos para todo o território nacional é a Coopernatural, de Picada Café. A cooperativa foi criada em 2004 e atualmente tem 32 associados, todos instalados no mesmo município. As agroindústrias do grupo fabricam 18 produtos orgânicos, entre eles sucos, geleias, compotas e feijão. Segundo um dos fundadores, o engenheiro agrônomo Felipe Gehrke, no ano passado, a cooperativa movimentou R$ 420 mil apenas em vendas pela internet - 95% para fora do Estado. O principal mercado comprador é São Paulo.

Expositora frequente no Pavilhão da Agricultura Familiar, a Coopernatural tem registrado procura crescente por parte dos visitantes. Na mesma medida, a ilha de orgânicos do pavilhão tem expandido. "Participamos de 18 feiras por ano e percebemos que tem aumentado o número de produtores de orgânicos anualmente", destaca Gehrke. Todos os itens produzidos pela Coopernatural e pela Bionatur têm o selo Produto Orgânico Brasil e são certificados pela Rede Ecovida.

Segundo o coordenador de projetos do Agronegócio do Sebrae, Fabiano Nichele, o mercado de produtos orgânico tem demanda maior do que a oferta, figurando como uma boa oportunidade para o produtor rural. "Mas o pequeno produtor encontra um pouco mais de dificuldade para se inserir nesse mercado", pondera. Nichele recomenda que a oportunidade de negócio seja avaliada a partir de estudo de viabilidade, que dimensione o público-alvo, custos de produção e melhores produtos para venda.

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