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Notícia da edição impressa de 31/08/2015

Crise força expositores a mudar participação na feira

Patrícia Comunello

JOÃO MATTOS/JC
baias solitárias, antes ocupadas por exemplares de argola, chamam a atenção dos visitantes
baias solitárias, antes ocupadas por exemplares de argola, chamam a atenção dos visitantes

Baias vazias abriram espaço para ambientes que contrastam com a cena típica da Expointer, em Esteio. No pavilhão de bovinos, os visitantes foram surpreendidos pela ausência de alguns exemplares bubalinos, Brangus e Simenthal, aqueles que disputam as premiações de elite de cada raça. Sem as atrações principais, as pessoas podem aproveitar para sentar, descansar e até pedir um prato de algum cardápio de restaurante, já que lounges (com sofás e poltronas) rústicos ou mais descolados e até mostra de móveis de madeira para venda agora ocupam o pavilhão. Bretes inteiros sem os exemplares comprovam que a crise nas demais áreas da economia desembarcou na Expointer 2015.

Os números da organização da feira indicam que são 50 animais a menos somente em bovinos, zebuínos e bubalinos. São 693 neste ano ante 746 em 2014. No total, a Expointer teve 3.734 animais rústicos e de galpão em 2014, e 3.462 este ano. "Está estranho esse monte de espaço vazio. No ano passado, não estava assim", comentou Loreci Motta, que foi sábado ao parque Assis Brasil. Para a visitante, é sinal da crise. Loreci caminhava pela área de bubalinos, com pista livre, onde, em 2014, estava tudo ocupado e era difícil até de transitar. O segmento teve 15 exemplares na feira passada e são apenas sete agora, e de um único produtor, Delfino Beck Barbosa, de Camaquã. "Estamos em recessão e sempre respinga aqui", relaciona. A Embrapa de Pelotas, que sempre trazia pelo menos cinco animais da espécie como parte de um programa de pesquisa, não apareceu devido ao corte de verbas federal. Segundo o produtor, o gasto é de cerca de R$ 3 mil por animal para vir a Esteio. A preparação, com ração especial, começa 100 dias antes. Na feira, tem peões, comida e despesas com taxas. "Quem não é visto aqui não é lembrado", avisa o vice-presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalo, Fernando Kuhl, lembrando que criadores ganham com a venda de genética e os preços bons do boi no mercado industrial sustentariam maior presença na mostra.

Na área da raça bovina Simenthal, outro corredor está completamente vazio. Luiz Antonio Queiroz, dono da Fazenda Jaguaretê, vencedor de títulos de campeão da raça, trouxe 21 em vez de 28 exemplares. Queiroz alega custo alto e que trouxe o que tem mais chance de repetir conquistas. "Quem veio este ano fez um esforço grande. Não está fácil", diz. O responsável pelas instalações do Simenthal, Marcelo Suarez, comenta que produtores de São Paulo desistiram de vir. Para contornar o efeito negativo da área sem animais, a raça locou parte de estandes para uma fábrica de móveis.

Na área de Brangus, sofás e poltronas coloridas e bem confortáveis chamam a atenção, onde tradicionalmente teria animais. O peão da Fazenda União do Brasil, do interior paulista, Ivan Paz Domingues, que veio pelo segundo ano a Esteio, aproveita o conforto para um descanso em meio aos cuidados com os animais. "O pessoal fala que é a crise, mas ficou bom para a gente", diz Domingues. O setor da raça bovina Wagyu, com fama de ser uma das carnes mais caras do mundo, ganhou uma sala rústica, que serve de paradouro. O tratador Frank Saldanha, da Cabanha Doce Vida, diz que a estrutura ajuda a receber melhor o público. "As pessoas sentam e querem saber da raça", diz Saldanha.

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