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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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10/05/2018 - 22h42min. Alterada em 11/05 às 20h52min

Parto normal ou cesárea, as opções

Nascimento do terceiro filho da duquesa de Cambridge reabriu debate

Nascimento do terceiro filho da duquesa de Cambridge reabriu debate


ISABEL INFANTES/AFP/Arquivo/JC
Breno Acauan Filho
O nascimento do terceiro filho da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, que recebeu alta hospitalar sete horas depois do nascimento da criança no final de abril, provocou questionamentos sobre o tempo mínimo de hospitalização e se a melhor escolha é o parto normal ou a cesárea. A gravidez pode ter resultados diferentes de uma mulher para outra, e o parto dependerá muito de como a gestação evoluiu durante os nove meses. Quando a gestação é de baixo risco e o parto não tem intercorrências, não existe necessidade de uma longa permanência em ambiente hospitalar. O caso dela só foi possível, porque o sistema de saúde pública do Reino Unido determina que, para partos normais sem complicações, as mulheres devem ser liberadas da maternidade entre 6 e 10 horas após o nascimento da criança.
Outro detalhe importante é que o sistema de saúde na Inglaterra conta com profissionais que vão até a casa das gestantes para fazer o acompanhamento no pré-natal e pós-parto. Não se sabe exatamente qual a proporção entre os partos normais e as cesáreas nas maternidades de todo o mundo. Hoje em dia, na maior parte dos países, admite-se uma possibilidade de 25% a 30% de taxa de cesarianas para 70% a 75% de partos normais.
No Brasil, os bebês costumam ficar em observação por um tempo mais prolongado e passam por diversos exames que incluem o teste do pezinho, o do coração e o da orelhinha, além dos exames para verificar a icterícia neonatal. Nessas condições, se fôssemos pensar num parto normal, poderíamos ter uma alta entre 12 e 24 horas. Outro aspecto que se observa nos hospitais brasileiros é como se dá a relação entre a mãe e o bebê, e a forma como é feita a amamentação da criança. Somente quando forem cumpridos todos esses protocolos é que o médico vai dar alta e a família poderá deixar o hospital.
Presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia/RS
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