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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 08/05/2018. Alterada em 07/05 às 21h23min

População idosa abre novas frentes de mercado

O Brasil envelheceu nos últimos 25 anos. Por isso ter 60 anos e, daí em diante, ficar em casa por causa da chamada velhice não está mais nos planos de milhões de brasileiros. E novos nichos de ocupação, lazer e mesmo trabalho estão sendo abertos para esse público. Tanto é assim que em Gramado, de 3 a 5 de setembro, haverá a Geronto Fair, visando negócios e oportunidades para atender esse público que está crescendo. Temos hoje cuidadores e treinadores pessoais, exercícios de pilates específicos, casas geriátricas, grupos de meditação e viagens programadas especialmente para a terceira idade e uma moda para idosos.
São pessoas que recebem uma aposentadoria e, em tese, gastam tão somente com elas. Como, em 2025, os idosos serão uma população de 32 milhões de brasileiros, evidentemente demandarão produtos, e com mais vendas no comércio.
Hoje, já se fala em Gerontolescência, período anterior à idade cronológica definida como terceira idade, ou seja, 60 anos. Isso porque, nesse período, já começam a ocorrer mudanças nos gostos, nos hábitos, nos planos de vida, e uma necessidade de realizar coisas diferentes do que fez ao longo da vida.
Nas áreas da saúde, do direito, da moda, da arquitetura, da gastronomia, entre outras, é preciso adaptar-se às necessidades dessa população, que vive cada vez mais e quer viver bem. No século passado, os jovens consideravam quem tinha 50 anos, então, um velho. Pois os tempos mudaram, e hoje ter 60 anos e até idade superior não é nada demais. Além disso, a maioria dos idosos está de bem com a vida, muitos ainda trabalhando, e as doenças têm sido evitadas através de campanhas maciças de vacinação e das visitas periódicas aos médicos.
Estamos envelhecendo mais - a expectativa de vida está em 74 anos aqui no Estado -, e os brasileiros estão se casando com 30 anos ou além. Mas a taxa de fecundidade está em 1,8 filho por mulher, quando a média mundial é de 2,1 filhos. A taxa de natalidade no Brasil terá estabilidade por cerca de duas décadas e, depois, começará a cair, ou seja, a população diminuirá, na comparação entre nascimentos e mortes.
Um casal deveria ter, teoricamente, pelo menos dois filhos. Isso apenas para manter o mesmo número. Mas, no Rio Grande do Sul, temos até uma fertilidade apenas de pouco mais que um bebê por mulher. Em certas regiões, não chega a um bebê.
Além da longevidade, o aumento dos idosos também abriu perspectivas de tratamento para um envelhecimento saudável.
Novas tecnologias ampliam a saúde, como é o caso da estimulação cognitiva, aproveitando a neuroplasticidade do cérebro, e que exerce importante papel na formação da reserva cognitiva e na prevenção de demências como o Alzheimer, promovendo assim qualidade de vida.
Não surpreende, por isso, vermos, nos dias atuais, tantas pessoas com mais do que 60 anos fazendo compras, passeando com animais de estimação e circulando em horários aprazíveis. Com as casas de repouso e cuidados, com certeza, a terceira idade chegou para ficar. É algo inexorável e que abre novos nichos de negócios.
O que todos almejam é envelhecer com dignidade, tendo um padrão razoável de saúde, apoiados em cuidados inerentes aos problemas que chegam com a idade provecta. Em decorrência, novos serviços e ocupações para dar atenção aos idosos. Então, mais empregos.
 
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