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Porto Alegre, terça-feira, 15 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Relações internacionais

Alterada em 15/05 às 14h09min

Palestinos enterram os mortos após confronto na Faixa de Gaza

Milhares de pessoas se juntaram, nesta terça-feira (15) ao funeral de 59 palestinos mortos por tropas israelenses na segunda-feira (14) durante protestos contra a inauguração da embaixada americana em Jerusalém - agora reconhecida pelos Estados Unidos como capital de Israel.
A segunda-feira foi o dia mais mortífero em Gaza desde 2014 e fez parte de uma campanha de líderes do Hamas para romper o bloqueio fronteiriço que já completa uma década. As forças israelenses mataram 59 palestinos, a maioria por tiros, e feriram mais de 2,7 mil, segundo informou o Ministério da Saúde de Gaza. Dentre os feridos, 1.360 foram baleados e 130 estão em estado grave ou crítico.
O número alto de vítimas reacendeu as críticas internacionais contra o uso de força letal por Israel contra manifestantes desarmados. Grupos de direitos humanos disseram que as ordens abertas do Estado de Israel a suas tropas são ilegais sob a lei humanitária internacional. O Exército diz que está defendendo sua fronteira e acusou o Hamas de usar os protestos como cobertura para ataques à fronteira.
Para o Hamas, que tomou Gaza em 2007, o protesto de segunda-feira foi o culminar de uma campanha que, há semanas, tenta romper o bloqueio com Israel. O grupo lidera os protestos na região desde o final de março.
Os organizadores dos protestos disseram que esta terça-feira será reservada aos funerais, numa aparente tentativa de diminuir as expectativas de que outras manifestações em massa ocorram até o final do dia. Milhares de palestinos se juntaram às procissões funerárias, apesar de muitos dos mortos terem sido enterrados na segunda-feira, obedecendo às tradições muçulmanas de enterros rápidos.
Inicialmente, o Hamas afirmou que os protestos continuariam nesta terça-feira, que marca o 70º aniversário do que os palestinos chamam de Nakba, ou a catástrofe de 1948 que matou centenas de pessoas na guerra do Oriente Médio. Na Cisjordânia, sirenes soaram por 70 segundos para marcar o Nakba. As marchas na fronteira são vistas como a última esperança do Hamas de acabar com o bloqueio. 
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