Sócios apostam no crossfit como prática democrática Sócios apostam no crossfit como prática democrática Foto: FREDY VIEIRA/JC

Empreendedores abrem academia com aulas de crossfit até para crianças

Tem pra todo mundo. Mesmo.

Vista como uma modalidade de musculação árdua, o crossfit caiu no gosto dos frequentadores de academias, trabalhando a coletividade e dinamismo. Nessa onda, Julia Dandolini Tiscoski, 34 anos, nutricionista em formação, ao lado dos sócios João Lades, 33, formado em Educação Física, e Diego Felipe Gevaerd, 29, estudante do mesmo curso, criaram o Crossfit Taura.
No entanto, o desafio deles é mostrar que todo mundo pode praticar. Apesar da popularização, os empreendedores acreditam que a visão a respeito da modalidade ainda é equivocada. Segundo Diego, o crossfit "é muito mais do que aquele corpinho bonito e um monte de peso caindo no chão", pondera. Ele constata isso através de relatos de pessoas que, com a prática, saíram de estados de depressão profunda. "O objetivo do crossfit é a melhora da saúde", reforça João. Contra o senso comum, ele calcula que o público dos corpos musculosos seja inferior a 5% na modalidade.
O crossfit, segundo eles, agrega públicos de qualquer porte físico, incluindo pessoas com más formações congênitas e até crianças a partir de três anos. "Para os pequenos não passa de uma brincadeira, mas a aula segue uma programação pedagógica", pontua Diego, ao explicar que os exercícios são diferentes para as crianças, com aulas de 45 minutos. "Eles imitam um urso para fazer os movimentos iniciais da ginástica", ilustra João.
Em 2014, quando era instrutor de musculação, João teve o primeiro contato com o crossfit. Na época, viajou à São Paulo para agregar mais conhecimentos sobre a prática. Dois anos depois, proporcionou a experiência à Júlia em suas aulas. Na mesma academia, Diego instruía também e compartilhava dos mesmos interesses: o gosto pelo crossfit e o desejo de empreender. "Nos reunimos e realizamos um sonho que era de todos", lembra João. O investimento foi de R$ 400 mil.
FREDY VIEIRA/JC
Desafio dos empreendedores é mostrar que todos podem praticar crossfit | Foto: FREDY VIEIRA/JC
Os sócios constataram que o mercado era promissor devido a um estudo do American College of Sports Medicine (Colégio Americano de Medicina do Esporte) que apresenta anualmente as 20 tendências do ano seguinte para atividades físicas. "Desde que comecei a reparar, dessa lista, sempre cerca de 15 tinham a ver com esta modalidade", lembra João.
Um ano se passou entre a decisão de montar o negócio até a abertura das portas. O local escolhido fica na avenida Benjamin Constant, nº 734, no bairro São João, na Capital.
Hoje, o espaço fornece aos cerca de 300 alunos, também, consultas de nutricionista, quiropraxia, fisioterapia dermatofuncional e acupuntura. Possui, também, parceria com farmácia de manipulação.
Os empreendedores contam que no início da popularização do crossfit, o público apresentou rejeição. "Todo mercado novo gera resistência. As pessoas que não aderem às tendências têm mania de apontar o lado falho da coisa. Nesse caso, as lesões", analisa Diego, que enxerga uma abordagem diferente em relação à prática atualmente. Para João, a aceitação veio através do conhecimento de causa. "Hoje, se fala mais dos benefícios que o crossfit traz", compara.
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