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Porto Alegre, domingo, 13 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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Música

Notícia da edição impressa de 14/05/2018. Alterada em 11/05 às 16h13min

Em turnê pela América Latina, Buena Vista Social Club retorna a Porto Alegre nesta terça

Grupo cubano sobe ao palco do Auditório Araújo Vianna para novo show da turnê Adiós

Grupo cubano sobe ao palco do Auditório Araújo Vianna para novo show da turnê Adiós


CARLOS PERICAS/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
Foi no mesmo mês, mas há três anos, que a Orquesta Buena Vista Social Club subiu ao palco em Porto Alegre para o que parecia ser a derradeira turnê do grupo, chamada Adiós. Mas ela se prolongou, graças ao sucesso do show também nas telas, com um documentário homônimo. Isso motivou Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Guajiro Mirabal e Barbarito Torres a realizar um novo passeio pela América Latina - e, assim, eles retornam novamente à Capital, com show nesta terça-feira (15), no Auditório Araújo Vianna, às 21h. Ainda há ingressos disponíveis para plateia baixa lateral (R$ 220,00) e plateia alta central (R$ 180,00).
A Orquesta teve início na caribenha Cuba, no ano de 1997. Com o lançamento do primeiro álbum, posteriormente premiado com o Grammy, pouco se conhecia sobre as melodias artesanais e os calorosos ritmos acústicos do grupo fora do mundo especializado da música. A recepção da crítica foi positiva, mas o que se seguiu foi incomum: as avaliações iniciais impulsionaram vendas e o boca a boca entre as pessoas melhorou ainda mais a repercussão do Buena Vista entre o público, tornando as faixas "atemporais e frescas" na memória daqueles que as escutam.
E antes mesmo de integrar a Orquesta, a trajetória de cada integrante é bastante particular. Eliades Ochoa tem suas raízes na guajira - música country cubana - e ficou reconhecido como "Johnny Cash de Cuba". Antes mesmo de participar da banda, ele já trabalhara com Compay Segundo, falecido músico que também fez parte do grupo. As principais contribuições de Ochoa são identificadas no violão e voz na canção El cuarto de tula e seu estilo guajira em El Carretero. Omara Portuondo já tem uma jornada diferente. Ela começou como dançarina junto à sua irmã Haydé no Cabaré Tropical. "Me lembro da vergonha que tinha em exibir as minhas pernas. Com o tempo, fui superando e entrando cada vez mais no mundo da música", conta Omara.
A primeira união dos músicos para formação da Orquesta ocorreu quando a gravadora World Circuit buscou reunir músicos cubanos e africanos em um projeto musical. Contudo, os africanos, por algum motivo, não compareceram. "A equipe da gravadora já estava em Cuba, então decidiram por juntar algumas pessoas. Eu acabei sendo uma delas."
Durante esse período, o grupo evoluiu para uma banda considerada personalizada, dinâmica e multigeracional em que os veteranos e os artistas mais novos se combinaram para celebrar a tradição musical cubana. "São canções que se sobressaem em seu tempo", afirma Omara. O line-up para a turnê Adiós conta com vários daqueles que estiveram presentes no álbum e filme original.
Desde "son e guajira" até "danzon e bolero", "cha-cha-cha e rumba", o espetáculo apresenta os estilos e ritmos clássicos da música cubana em uma nova apresentação que contará com novas músicas e números clássicos em novas versões. Infelizmente, nem todos poderão estar presentes. O trompetista Manuel 'Guajiro' Mirabal não fará mais parte da turnê por questões de saúde.
E é superando dificuldades que o Buena Vista segue atraindo fãs. Ao longo dos anos, alguns integrantes acabaram falecendo, o que não impede que o grupo siga em diante. "Estas são as adversidades mais difíceis e infelizes que temos de lidar. Prefiro olhar pelo lado positivo e ver o que a Orquesta fez pela música cubana e pelas nossas carreiras, ainda mais após o sucesso do filme", relata a vocalista. O longa a que Omara se refere é Buena Vista Social Club, documentário indicado ao Oscar do cineasta alemão Wim Wenders. "A música nos levou a rádios, concertos, mas o filme nos fez crescer ainda mais. Nos aproximou do público por outro ponto de vista. Foi e é enorme o que ocorreu", conta Omara.
Esta aproximação do público é curiosa. Muitos fãs, mesmo que não entendam a língua, são aficionados pelas músicas do grupo. "Nossos temas tem um pouco de chanson francês, cantamos em espanhol e há sons de influência afro-cubanas. São assuntos que tocam o coração das pessoas, sobre amor, amizades, distâncias, desamores", revela.
A cantora ainda comenta do que sentirá saudade após o fim do grupo. "As viagens, as preparações dos concertos, as piadas nos aeroportos ou nos ônibus a caminho do hotel. Mas penso que somos uma família e que continuaremos a nos ver juntos em Havana, sempre que pudermos", finaliza.
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