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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 10/04 às 14h40min

Parcelamento sem juros no cartão de crédito não vai acabar, diz Goldfajn

Segundo o presidente do BC, a ideia é ter no mercado 'alternativas' a esse tipo de compra

Segundo o presidente do BC, a ideia é ter no mercado 'alternativas' a esse tipo de compra


MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO/JC
Agência Brasil
As compras parceladas sem juros no cartão de crédito não vão acabar, garantiu nesta terça-feira (10) o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado. A ideia, segundo ele é ter no mercado "alternativas" a esse tipo de compra.
"O parcelado sem juros não vai acabar. O que nós gostaríamos é de oferecer produtos alternativos que fossem capazes de reduzir a parcela", disse. Goldfajn explicou que há custos embutidos nesse tipo de compra parcelada que acabam sendo pagos pelo consumidor. Segundo o presidente do BC, a ideia é que ocorram mudanças promovidas pelo mercado."Se o parcelado sem juros for de fato um produto que a sociedade quer manter, que mantenha", disse.
Goldfajn acrescentou que a diferenciação de preços entre pagamento a prazo e à vista já está acontecendo. "O que se paga à vista não pode ser igual ao que se paga a prazo", destacou.
Durante a audiência, Goldfajn também defendeu a autonomia do Banco Central, com a definição de mandatos para presidente e diretores da instituição. "A condução da política monetária (definição da taxa básica de juros, a Selic) tem gozado de autonomia de facto, mas é preciso construir uma autonomia de dure. Ou seja, botar na lei o que já existe na prática", disse.
"Temos que criar instituições que dependam menos de pessoas e mais de regras. Caso seja aprovada por essa casa, a autonomia do Banco Central representará um avanço institucional importante, com ganhos para o país, através da queda do risco pais e da queda da taxa de juros estrutural", acrescentou.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) participou hoje de reunião com o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, sobre o projeto de autonomia do BC. Segundo Jucá, foi discutida a possibilidade de o governo ampliar o projeto com temas relacionados a criação de cargos e autonomia administrativa.
De acordo com o senador, também está sendo analisado se o governo enviará novo projeto com os acréscimos ou se a proposta será votada como está para posteriormente serem feitas outras mudanças. "O Banco Central quer aproveitar para colocar uma ação mais completa. Entendem que é melhor discutir a modelagem toda", disse o senador. Para Jucá, é possível aprovar o projeto ainda neste ano.
Na audiência, Goldfajn foi questionado por senadores sobre o volume das reservas internacionais, atualmente em mais de US$ 383 bilhões. Ele avaliou que as reservas funcionam atualmente como "seguro" para momentos de crise externas e mudanças só serão possíveis no futuro, depois de reformas estruturais na economia brasileira.
"O momento agora é de sermos cautelosos. Se houver condições de não precisarmos desse seguro, as reservas devem ser usadas para abater dívida", disse Goldfajn, acrescentando que, no futuro, é importante que as reservas não sejam usadas para gastos e sim para reduzir o tamanho da dívida pública.
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