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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Supremo Tribunal Federal

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 21h14min

Aécio nega aumento de patrimônio que já havia declarado à Receita

Em reação à divulgação do crescimento de patrimônio de R$ 2,5 milhões para R$ 8 milhões desde 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ontem, por meio de nota, que não houve aumento de seus bens após a última eleição presidencial.
Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada ontem revelou que o ganho econômico do tucano veio de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã, Andrea Neves, envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris.
"A informação é falsa e absurda. Não se sabe por que o jornal escolheu essa data, uma vez que não houve, a partir de 2014, a aquisição de qualquer bem pelo senador. Portanto, ao contrário do que sugere a matéria, não houve qualquer aumento no seu patrimônio", disse.
"A Folha confundiu crescimento patrimonial com valorização de um patrimônio preexistente. Para afirmar que o patrimônio triplicou, misturou valores históricos de bens e valores atuais de venda de um ativo", afirmou o senador.
Segundo Aécio, "ao fazer referência de que o valor declarado antes de 2016 era 'menor', a matéria simplesmente omite que é exatamente isso o que determina a legislação. Os bens são declarados pelo valor pelo qual são adquiridos e, apenas quando são vendidos, os novos valores são registrados. Foi isso exatamente o que foi feito".
A quebra do sigilo fiscal do tucano foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação cautelar que corre paralelamente ao inquérito que investiga o parlamentar por ter pedido R$ 2 milhões ao dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista.
Nas eleições de 2014, Aécio declarou ao TSE que suas cotas na Arco Íris, afiliada da Jovem Pan, valiam R$ 700 mil, na forma de uma dívida que mantinha com a antiga dona, sua mãe. Por dois anos, em 2014 e 2015, o tucano também declarou à Receita R$ 700 mil, conforme as cópias das declarações de Imposto de Renda (IR) agora em poder do STF.
Em setembro de 2016, Aécio decidiu vender suas cotas à outra sócia na rádio, Andrea. Ao realizar a operação, o senador declarou ao Fisco que elas valiam R$ 6,6 milhões, quase 10 vezes mais do que um ano antes. 
No entanto o próprio parlamentar informou seus ganhos em sua declaração de Imposto de Renda do ano-calendário 2017. No campo destinado à "evolução patrimonial", o senador preencheu seus bens e direitos e informou o aumento expressivo no período de um ano. O crescimento de um patrimônio não é medido apenas pela aquisição de bens. Saldos em contas-correntes, aplicações financeiras e dívidas a receber são também considerados patrimônio nas declarações do IR. Tanto que o próprio senador incluiu, também no campo da declaração destinado ao patrimônio, os R$ 6,6 milhões referentes à venda de suas cotas, para sua irmã Andrea, na rádio Arco Íris.
Do montante adquirido por Andrea, R$ 380 mil foram pagos naquele mesmo ano. O restante seria pago em 48 prestações, conforme declaração à Receita.
 
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