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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

Notícia da edição impressa de 13/03/2018. Alterada em 12/03 às 20h58min

Jungmann quer doações para custear segurança

Raul Jungmann aguarda verba prometida por Temer para a nova pasta

Raul Jungmann aguarda verba prometida por Temer para a nova pasta


/FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC
À espera do elevador do Senado, após discursar em plenário e peregrinar por gabinetes do Congresso, na semana passada, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS), fez um desabafo. "Sou um ministro sem equipe, sem dinheiro e sem teto. Não é fácil!"
Sua situação pessoal é parecida com a da segurança em todo o País: faltam verbas, armas, veículos, equipamentos, policiais. Desde que assumiu o cargo meio às pressas, em 27 de fevereiro, Jungmann batalha junto à área econômica do governo para conseguir alguma dotação orçamentária para sua pasta. Tem a promessa do presidente Michel Temer (PMDB) de que haverá um remanejamento de recursos de outras áreas.
Mas enquanto não consegue nem pôr a estrutura do ministério de pé, Jungmann tenta atrair governadores e prefeitos para sua ideia de integração da segurança pública no País e também planeja apelar aos setor privado.
A ideia é passar a sacolinha entre os maiores empresários do País para financiar projetos de segurança. O ministro vai convidar dirigentes de empresas que representam a maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para uma reunião com Temer no Palácio do Planalto, dentro de alguns dias, e tentará usar seu poder de argumentação para convencê-los de que precisam ajudar a reduzir o avanço do crime organizado.
"A ideia é propor uma ação empresarial pela segurança", diz o ministro. "Temos várias coisas em estudo: primeiro, a proposta de criação de um fundo para receber doações dos empresários. Esse fundo vai ter um conselho gestor, com representação expressiva, até majoritária do setor privado, para controlar a efetiva aplicação dos recursos."
Outra proposta, segundo o ministro, é criar um cardápio de ações, programas e atividades a serem financiadas diretamente pelos empresários, sem que os recursos passem pelo setor público. 
Ao tomar posse, ele anunciou ter convidado Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, a participar da construção dessa "ação empresarial". Mas Fraga diz que não está participando da articulação junto aos pesos-pesados do PIB. Ele afirma que o governo não precisa dele para isso e que está sugerindo nomes da academia e do terceiro setor. O ex-ministro acredita que o governo federal conseguirá apoio para suas iniciativas.
Enquanto o socorro privado não chega, a União ofereceu a governadores e prefeitos das capitais empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (Bndes) a juros baixos e bom prazo de carência. O Bndes terá até R$ 42 bilhões para emprestar nos próximos anos, sendo R$ 10 bilhões para prefeituras. Jungmann sabe que estados e municípios, atolados em dívidas, terão dificuldades, inclusive de ordem legal, para fazer novos endividamentos.
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