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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

08/03/2018 - 13h35min. Alterada em 08/03 às 14h02min

Partidos da base de Temer sinalizam apoio à candidatura de Rodrigo Maia ao Planalto

Aliados veem com certo ceticismo o lançamento de Maia à sucessão de Temer

Aliados veem com certo ceticismo o lançamento de Maia à sucessão de Temer


TÂNIA RÊGO /ABR/JC
Folhapress
Partidos que formam a base do governo Michel Temer (PMDB) sinalizaram nesta quinta-feira (8) apoio à pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao Palácio do Planalto. Durante convenção do DEM que lançou Maia à disputa de outubro, integrantes de PP, PR e Solidariedade -todos aliados de Temer- fizeram discursos com a mensagem de que têm "esperança" na candidatura do presidente da Câmara e que estarão "a seu lado" enquanto o deputado percorrer o país.
"Nós, do Partido Progressista, temos muita esperança em você, de você empenhar nossas bandeiras. Sei que você vai percorrer esse país e os progressistas estarão ao seu lado", disse o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), diante do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Dirigente do SD, Paulinho da Força, por sua vez, disse que Maia precisava "unir esses partidos" e "representar o novo nas eleições". Logo depois, foi a vez do líder do PR na Câmara, José Rocha (BA), afirmar que seu partido via "com muita simpatia" a pré-candidatura de Maia, ponderando que é preciso "estreitar relações" antes de definir a posição da sigla para outubro.
O presidente da Câmara duela hoje com Michel Temer para formar um bloco partidário que possa dar sustentação a seus projetos políticos. Temer, que passou a acreditar em uma possível candidatura à reeleição, conta com armas como a liberação de emendas parlamentares e a nomeação para novos ministros após a reforma na Esplanada, prevista para março.
O PP de Ciro Nogueira hoje detém o Ministério da Saúde e negocia com Temer a manutenção da pasta. Ministros que vão concorrer às eleições, como é o caso do titular da Saúde, Ricardo Barros, devem deixar seus cargos até 7 de abril.
O presidente da República tem dito que só vai negociar as novas indicações com as siglas que se comprometerem com o seu projeto eleitoral, seja ele o da reeleição ou de apoio a um candidato governista, como o ministro Henrique Meirelles (Fazenda).
Presidentes de outras siglas da base de Temer, como PSC, PRB e PHS, também compareceram à convenção do DEM, mas foram mais discretos em seus pronunciamentos e evitaram mostrar apoio assertivo à pre-candidatura do deputado.
Aliados veem com certo ceticismo o lançamento de Maia à sucessão de Temer. Avaliam que ele está tentando se cacifar para, mais adiante, indicar um vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).
Integrantes do PSDB também compareceram à convenção do DEM. O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), por exemplo, discursou e disse não ter "certeza sobre o que acontecerá em outubro", mas insistiu que os tucanos, o DEM "e as forças de centro estarão reunidas para que o Brasil não caia nas mãos de políticas irresponsáveis".
Presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), também compareceu, no momento em que Maia disputa protagonismo com o Planalto. Falou por pouco mais de três minutos, e deixou o evento em seguida. Jucá defendeu a união para a "transição que continua" e defendeu o governo Temer, sem citar o nome do presidente.
"Todos nós temos que estar unidos nesta transição que continua. A eleição de 2018 vai decidir que rumo queremos para o Brasil, se vamos regredir ou continuar avançando", discursou o senador, que disse ainda que é preciso "buscar a maior e melhor construção política para dar seguimento a um rumo que já tomamos agora".
Maia tem dito que não será o candidato do governo e, recentemente, afirmou que, se Temer for candidato, disputará "até o fim" contra o presidente.

'Aceito sim o desafio de ser candidato a presidente da República', diz Maia

Agência Estado
O presidente da Câmara dos Deputados reafirmou que o seu desafio será construir uma candidatura "viável" à Presidência da República até junho, quando acontecem as convenções partidárias. "Aceito sim o desafio de ser candidato a presidente da República", disse Maia, que hoje aparece com 1% nas pesquisas de intenção de voto.
Em seu discurso, o presidente da Câmara disse que vai trabalhar para formar alianças com outros partidos e que será um candidato que saberá "conversar com todos", "sem o antagonismo atrasado da direita e da esquerda".
Apresentando-se como uma opção da "nova política", Maia disse que decidiu lançar a pré-candidatura à Presidência depois de receber "apelos de lideranças políticas, empresários, trabalhadores para que lidere um projeto de renovação política".
"Só o voto de cada brasileiro será capaz de virar a página desses anos turbulentos. Só as urnas de outubro serão capazes de inaugurar um novo tempo. A tragédia que se abateu sobre o Brasil, crise econômica, corrupção, tudo isso precisa terminar", afirmou.
Maia propôs um "pacto" para "romper com o que há de velho e atrasado na política brasileira" e elencou como prioridades as áreas da educação, segurança pública e um projeto econômico baseado no equilíbrio fiscal. "Assumo desafio de fazer Brasil crescer de forma consistente e gerar emprego de qualidade. O ajuste fiscal é necessário para diminuir impostos e retomar investimentos públicos", disse.
Ele afirmou também que vai continuar defendendo a reforma da Previdência, pois, segundo ele, o sistema atual "beneficia os ricos". "Precisamos acabar com as distorções que existem no nosso País. Mantenho meu discurso de igualdade de direitos a todos os brasileiros."
O lançamento da pré-candidatura à Presidência de Maia faz parte de um projeto de renovação do DEM. O partido apresentou na convenção uma nova logomarca e um discurso de "centro", deixando para traz a velha roupagem da direita do PFL. "O mundo mudou, o Democratas também", foi o slogan da convenção.
O partido só teve candidato a presidente da República uma vez, em 1989, quando lançou o ex-ministro Aureliano Chaves na disputa.
No início de seu discurso, Maia brincou que a sua timidez muitas vezes era confundida por arrogância. "Um amigo me disse uma vez: 'Continue com o seu jeito meio estranho.' Eu sempre disse que eu tinha um jeito fechado, que às vezes passava por arrogância, mas é timidez."
O "jeitinho" de Maia foi tema de observação de outros nomes do DEM, como o senador Agripino Maia (RN) e o novo presidente da legenda, ACM Neto. "Você tem o seu jeito, que bom, não mude. Porque o Brasil está cansando de produtos de marketing político", afirmou o prefeito de Salvador.
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