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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Igualdade

Notícia da edição impressa de 08/03/2018. Alterada em 08/03 às 00h26min

Brasil ocupa 152º lugar de 190 em presença feminina no Parlamento

Dos 513 deputados federais, apenas 54 (10,5%) são mulheres, o que coloca o Brasil em 152º lugar numa lista de 190 nações, formulada pelo organismo internacional União Interparlamentar. O percentual de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais no País é de 37,8% - o que cai para 34,5% quando elas são pretas e pardas.
Os dados são da pesquisa "Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, por ocasião do Dia Internacional da Mulher (celebrado hoje). A publicação compila dados de diferentes fontes que comprovam a persistência da desigualdade de gênero na sociedade brasileira.
Na lista que trata da representatividade das mulheres nas câmaras baixas ou parlamentos unicamerais pelo mundo, estão na frente do Brasil países de diferentes perfis econômicos e sociais, como Ruanda (61,3%) - o número um, com mais mulheres deputadas -, Cuba (48,9%), Nicarágua (45,7%), Suécia (43,6%), Argentina (38,1%) e Estados Unidos (19,4%).
O País tem cotas para mulheres nas candidaturas - a lei diz que "cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo". Mas não há tanto apoio financeiro às candidatas, então poucas se elegem, avalia o IBGE.
Em relação às disparidades no mercado de trabalho, a publicação mostra que as mulheres ganham em média três quartos do salário dos homens. O rendimento habitual médio mensal entre eles é de R$ 2.306; entre elas, de R$ 1.764. Isso acontece ainda que a escolaridade feminina seja mais elevada.
Além disso, as mulheres se ocupam mais de empregos com carga horária parcial e exercem ocupações por conta própria, uma vez que são sobrecarregadas por serviços domésticos e cuidados com filhos e idosos - a dedicação a essas tarefas é de cerca de 73% a mais de horas do que os homens.
Essas são conclusões da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, de 2016.
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