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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 13/03/2018. Alterada em 12/03 às 21h15min

Agregando valor à produção

Fernando Henrique Schwanke
A prosperidade de uma sociedade é medida por um conceito simples e verdadeiro: a agregação de valor ao que é produzido por ela. Os dados das exportações gaúchas mostram, nesta situação, uma realidade não muito agradável, mas por outro lado indicam soluções bem práticas. De acordo com a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), o valor do quilo médio exportado pelo Estado caiu de US$ 1,24 em 2013 para apenas US$ 0,75 em 2017. Esta queda de 39,5% ocorreu, fundamentalmente, pela redução das vendas externas da indústria metal-mecânica, carente de uma situação cambial realista e favorável, além de uma infraestrutura logística de melhor qualidade.
Por outro lado, a produção agropecuária gaúcha se consolida como maior protagonista de nosso comércio internacional. A partir daí, o raciocínio é simples: se temos competitividade no setor primário, normalmente com o preço definido pelo mercado internacional, por que não buscar formas de empreender e agregar mais valor a esta produção?
Isso pode e deve ser feito, e com foco no mercado internacional, sempre ávido por comprar produtos de boa qualidade. O grande desafio para o sucesso dessa iniciativa é articular a cadeia produtiva de determinado produto em torno de um processo de agroindustrialização competitiva, com foco na agregação de valor, como já foi feito na avicultura e suinocultura, por exemplo.
Este é um futuro promissor para o Rio Grande do Sul. Lógico que existem outros caminhos de sucesso, que não excluem este. Mas deve ficar claro que a força de mercado - e consequente prosperidade - ocorre quando conseguimos agregar valor ao produto e ter força de mercado. O emprego e renda vem junto com isto.
Consultor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura/FAO e ex-prefeito de Rio Pardo
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