Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 11 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 12/03/2018. Alterada em 11/03 às 21h05min

Entregar os anéis e não perder os dedos

Pio Cervo
As nossas corporações públicas, no Poder Executivo, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Público, na Defensoria Pública e nas universidades federais, foram (e continuam a ir) com muita sede ao pote. O ministro Walton Alencar Rodrigues, do Tribunal de Contas da União (TCU), em entrevista à imprensa, escandalizou-se com os 16 salários anuais pagos aos servidores pelo Bndes, mais a transferência ilegal de centenas de milhões de reais ao fundo de pensão.
Os deputados federais e senadores, além dos subsídios, têm cobertura ilimitada com saúde, extensiva a familiares e um "cotão" livre que duplica os subsídios, auxílio-moradia, mais de duas dezenas de comissionados. Os magistrados, membros do Ministério Público e defensores públicos, embora remunerados por subsídios, têm questionáveis penduricalhos. As universidades federais inchadas de quadros oferecem cursos e programas de inutilidade palmar. Sucede que, no orçamento federal, não há dinheiro suficiente para manter todo o aparato público. Para 2018, há um déficit de R$ 157 bilhões.
Não há como aumentar a tosquia da lã dos contribuintes sem arrancar-lhes o couro. A solução é cortar despesas. Onde? Como? Há muitos ralos no orçamento federal (juros subsidiados no Bndes, entidades e órgãos mantidos em duplicidade ou de questionável serventia, ONGs picaretas e movimentos coletivos predadores etc.), mas, por certo, caberia começar pela extirpação dos privilégios financeiros concedidos às nossas bem nutridas corporações públicas. Que deverão entregar os anéis para não perder os dedos.
Advogado
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia