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Porto Alegre, domingo, 11 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 12/03/2018. Alterada em 11/03 às 20h54min

Geração de empregos é maior aspiração nacional

A parada no crescimento da indústria verificada em fevereiro não indicou, segundo especialistas, que a retomada do crescimento da economia foi o que popularmente os analistas chamam de "voo da galinha". Muito curto e baixo. Por isso, na continuidade das análises que faz, o Banco Mundial alertou que um em cada dois jovens brasileiros com idade entre 19 e 25 anos corre sério risco de ficar fora do circuito dos bons empregos no País e, com isso, estará mais vulnerável à pobreza. Assim, 52% da população jovem brasileira, ou cerca de 25 milhões de pessoas, está desengajada da produtividade.
Nessa conta, estão os 11 milhões dos chamados "nem-nem", aqueles que nem trabalham, nem estudam. A eles, foram somados aqueles que estão estudando, mas com atraso em sua formação. E os que trabalham, mas estão na informalidade.
Ora, a grande aspiração nacional desde 2016 a esta data é conseguir um posto de trabalho. De preferência, emprego formal, mas isso está difícil, lastimavelmente. Daí a preocupação com o futuro dos jovens, eis que eles, sem renda, fatalmente engrossarão os que estão, hoje, na linha da pobreza.
Além da ameaça ao futuro desses jovens, essa situação leva a outra consequência séria: ela põe em risco o crescimento da nossa economia. Isso porque o País vai depender do trabalho deles para continuar produzindo. Mais ainda, vai precisar que eles sejam mais produtivos do que seus pais para reverter uma tendência de queda na taxa de crescimento do Brasil.
Ora, é uma situação preocupante, pois nem em nível federal, estadual ou mesmo municipal, temos bons indicadores. Por conta disso, investimentos estão rarefeitos, em Porto Alegre impressiona o número de lojas com placas de aluga-se ou vende-se em quase todos os bairros, principalmente naqueles mais tradicionais do comércio.
A urgência na adoção de uma agenda para que o Brasil produza melhor com os recursos que possui é apontada por economistas nacionais e estrangeiros. Reformas fundamentais são necessárias para que haja mais investimentos nos três entes federados, União, estados e municípios. Em paralelo, formar pessoas com mais qualificação técnica e, via de consequência, maior produtividade.
Porém, sabemos que a Educação no Brasil é falha, pois não consegue preparar a juventude, grosso modo, para o posterior aumento da produtividade no mercado de trabalho.
Técnicos do Banco Mundial informam ainda que na Malásia, por exemplo, um ano a mais na escola resulta numa elevação de US$ 3 mil no salário. Na Turquia,
US$ 4 mil. Na Coreia do Sul, US$ 7 mil. Aqui no Brasil, o ganho é próximo a zero. Desta forma, é importante implantarmos, urgentemente, uma educação de qualidade que cumpra sua missão de dar competência aos jovens.
Quanto à reforma do Ensino Médio implantada em 2017, ela enfrentou alguns pontos críticos, mas ainda falta ver como será o retorno que, efetivamente, dará. Além disso, seria necessário focar no problema da evasão escolar. No Brasil, apenas 43% da população acima de 25 anos concluiu o Ensino Médio. Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), na qual o Brasil pediu para ser admitido, o índice é de 90%. E, hoje, um em cada três jovens de 19 anos já está fora da escola.
Entre as ideias levantadas por educadores está a criação de programas para redução da gravidez na adolescência. Também os programas de transferência de renda poderiam ser direcionados para estimular a conclusão do Ensino Médio. Além disso, aconselham o óbvio, que é necessário informar melhor os jovens sobre os benefícios do estudo.
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