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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 08/03/2018. Alterada em 08/03 às 17h39min

A mulher segue em busca de mais e novos espaços

O Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto.
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaguen, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.
As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, dependendo do país. Porém é aceito que a primeira celebração ocorreu em 28 de fevereiro de 1909.
Em 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917. A data da principal manifestação, 8 de março de 1917, foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.
Também nos Estados Unidos, operárias foram reprimidas durante protestos. Mas foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas (ONU) designou aquele como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Tinha, como até hoje, o objetivo de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.
No entanto, o machismo ainda persiste, causando dificuldades sociais, conjugais e empregatícias. Ainda assim, o fato é que as mulheres têm conquistado novas profissões, atividades e galgado posições de chefia, em setores públicos e particulares, como jamais antes acontecera.
Tanto é assim que há profissões nas quais, hoje, há mais mulheres do que homens, algo quase impensável há cerca de 30 anos. Porém, divulgou-se que menos de 20% dos cargos executivos são ocupados por mulheres no Brasil.
Talvez o que tenha ocorrido durante décadas tenha sido a errada percepção que essa ou aquela profissão ou tarefa "não era coisa de mulher". No entanto, às vezes, ocorria o desinteresse feminino por certas atividades, ainda que, agora está mais do provado, as mulheres pudessem desempenhá-las, desde que se habilitassem.
Não há mais nenhum setor da vida humana em que as mulheres não possam desempenhar tarefas antes tidas como reservadas aos homens tão somente.
Mesmo assim a sociedade deve ficar vigilante, porque certos comportamentos erráticos ainda continuam, e em números muito altos, se é que possa haver um índice tolerável.
Agressões físicas e psicológicas, estupros, discriminação salarial por trabalhos idênticos, desdém social e classificações generalistas de rebaixamento continuam a prejudicar o universo feminino. No Brasil e no mundo.
Também não podemos esquecer que a exclusão histórica ainda mantém mulheres negras e pardas com muitas dificuldades de ascensão social.
Portanto, no Dia Internacional da Mulher, que haja uma reflexão positiva em favor de avanços nos mais diversos setores.
> Vídeo: Jornalistas apresentam trechos do editorial
 
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