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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/03/2018. Alterada em 05/03 às 21h31min

Tragicidade da incompetência

Edson Bündchen
É comum falarmos sobre a importância da capacitação, da busca do conhecimento, do autodesenvolvimento, e de todos os imensos benefícios gerados por esse movimento. Pessoas que permanentemente buscam se aprimorar provocam em si mesmas, nas empresas e na própria sociedade, inéditos e crescentes patamares evolutivos. O outro lado da moeda, porém, é menos comentado, talvez porque seja mais difícil mensurar o "Gap" de competência nos indivíduos em relação àquilo que esses deixam de realizar ou realizam mal. Não é difícil imaginar, contudo, o enorme prejuízo que os incompetentes causam por onde passam, seja em qual esfera estiverem atuando. Essa avaliação me parece particularmente útil quando imaginamos a tragédia que pode representar um médico despreparado, um engenheiro que calcula mal uma obra ou um policial que não conhece o seu ofício. Entretanto, a incompetência não tem fronteiras e naturalmente se faz presente também na área de gestão.
Gerentes incompetentes desperdiçam recursos financeiros ao calcular mal os investimentos, geram doenças ocupacionais ao tornarem tóxicos os ambientes de trabalho e provocam prejuízos ao conjunto da sociedade quando suas empresas mal geridas quebram, gerando desemprego com grave impacto social. Assim, a formação de gestores capazes de atuar com desenvoltura no atual ambiente quase caótico e de mudanças intermitentes é imprescindível para um país que queira se desenvolver de forma sustentável. Nesse contexto, a existência de escolas de nível internacional são vitais para superar esse desafio. Na contramão dessa necessidade, entretanto, nossas melhores universidades estão perdendo ano a ano relevância no contexto de ensino global. Urge atrair investimentos e intercâmbios que coloquem o Brasil na rota do que há de melhor no mundo do conhecimento, sob pena de continuarmos a exportar nossos melhores cérebros, aprofundando ainda mais o fosso que nos separa dos países desenvolvidos.
Mestre em Comunicação
 
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