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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Espionagem

Notícia da edição impressa de 13/03/2018. Alterada em 12/03 às 22h55min

É 'provável' que Moscou esteja por trás de envenenamento, diz May

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou ontem que é "altamente provável" que a Rússia esteja por trás do envenenamento do ex-espião Serguei Skripal e sua filha em Salisbury, na Inglaterra. Skripal, 66 anos, e Iulia, 33, foram achados desacordados em um banco de parque no dia 4 e levados ao hospital. Os dois permanecem internados em estado grave.
Em discurso no Parlamento, a premiê afirmou que ou o governo de Vladimir Putin foi diretamente responsável pelo caso, ou permitiu que o agente neurotóxico que contaminou os dois chegasse às mãos de terceiros. May alegou que, na falta de "explicações críveis" por parte de Moscou, o Reino Unido vai considerar o caso como o de "uso ilegal de força" dentro do território britânico. O embaixador russo em Londres foi convocado para dar explicações.
Ontem, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que "isso não é problema da Rússia", ressaltando que Skripal é um russo que trabalhou para o serviço secreto britânico e foi alvo da ação no Reino Unido. O Ministério de Relações Exteriores considerou a acusação de May um "show de circo", cujo objetivo é apenas prejudicar a Rússia, que realiza eleições no fim de semana e recebe a Copa do Mundo em junho.
A desconfiança sobre o papel do Kremlin vem do fato de que alguns críticos do governo Putin foram assassinados em circunstâncias misteriosas ao longo dos anos. No mundo da espionagem, o caso que mais chama a atenção pela similaridade com o episódio atual foi o envenenamento pelo isótopo radioativo polônio-210 de Alexander Litvinenko, morto em 2006 no Reino Unido.
Os dois casos, contudo, têm algumas diferenças. Litvinenko era um desertor e trabalhava ativamente contra o Kremlin, que também nega participação de seus serviços secretos na morte. Já Skripal havia sido condenado em solo russo e foi perdoado pelo governo em uma troca de agentes com os britânicos. 
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