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Porto Alegre, domingo, 11 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Cuba

Notícia da edição impressa de 12/03/2018. Alterada em 11/03 às 21h17min

Cuba elege nova Assembleia que definirá presidente

Diaz-Canel (de branco) aguardou junto a cidadãos comuns para votar

Diaz-Canel (de branco) aguardou junto a cidadãos comuns para votar


/ALEJANDRO ERNESTO/AFP/JC
Neste domingo, os cubanos foram às urnas para eleger os 605 membros de sua Assembleia Nacional, que, em 19 de abril, definirá o próximo presidente da nação. O processo não terá surpresas, já que o número de candidatos é igual ao de vagas no Parlamento, mas ganha relevo histórico por ser o primeiro passo para a sucessão de Raúl Castro, que concorre a um cargo de deputado.
Aos 86 anos, Raúl governa o país desde 2008, após Fidel deixar o poder por problemas de saúde. O vice-presidente Miguel Diaz-Canel, de 57 anos, é o mais cotado para ser o novo presidente da nação caribenha. Nascido após a revolução cubana, em 1959, Diaz-Canel cresceu dentro do Partido Comunista, mas não faz parte dos quadros históricos da sigla, embora empunhe a bandeira da continuidade.
Ontem, enquanto aguardava na fila para votar, ao lado de cidadãos comuns, ele disse que o próximo governo do país será mais "responsivo" com seu povo, ressaltando que "o povo vai participar das decisões que o governo vai tomar". Da mesma forma, lamentou a reviravolta das relações entre Cuba e Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump, dizendo que "o restabelecimento das relações tem se deteriorado graças a um governo que ofendeu Cuba". Diaz-Canel aparenta ser uma mudança promissora rumo a um estilo de governo mais aberto em vez de representar uma grande reforma política na ilha. 
Se assumir a presidência, é provável que seu poder dependa mais de seu desempenho pessoal do que de sua própria figura, ao contrário dos Castro.
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