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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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américa do sul

Notícia da edição impressa de 08/03/2018. Alterada em 07/03 às 20h57min

Morre Reynaldo Bignone, último presidente da ditadura argentina

O general Reynaldo Bignone, de 90 anos, o último militar a exercer o cargo de presidente da Argentina antes da redemocratização, em 1983, morreu na madrugada de ontem. Ele estava internado em um hospital militar, mas vinha cumprindo pena pelas cinco condenações que recebeu por delitos de lesa-humanidade. 
Em 2016, Bignone foi condenado a 20 anos de prisão pela participação nos crimes cometidos pela Operação Condor (estratégia armada entre governos militares do Cone Sul para troca de inteligência e coordenação de perseguição a opositores). Em 2017, foi condenado à prisão perpétua por sequestros, torturas e assassinatos ocorridos entre 1976 e 1977 em um dos centros clandestinos de repressão do regime militar (1976-1983). Antes, já havia sido considerado culpado pelo roubo de bebês (filhos de opositores mortos pela repressão e entregues a famílias de confiança dos militares) e sequestros e torturas no centro de detenção clandestina Automotores Orletti.
Seu mandato como presidente foi curto, entre 1 de julho de 1982 e 10 de dezembro de 1983, e teve como objetivo lidar com as consequências da derrota do país para o Reino Unido na Guerra das Malvinas, iniciada pelo general Leopoldo Galtieri (1926-2003). Foi o responsável pela Lei da Anistia, posteriormente anulada em 1985, quando o presidente eleito, Raúl Alfonsín (1927-2009), deu início aos julgamentos.
Mais tarde, o peronista Carlos Menem (1989-1999) concedeu indulto aos condenados, o que, novamente, foi anulado por Néstor Kirchner, em 2003. Bignone e outros militares voltaram ao banco dos réus. Desde então, mais de mil foram julgados, e 700, condenados à prisão.
 
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