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Porto Alegre, terça-feira, 06 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Coreia do Norte

Notícia da edição impressa de 07/03/2018. Alterada em 06/03 às 21h03min

Programa nuclear norte-coreano pode ser suspenso

Em reunião ocorrida na segunda-feira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e diplomatas da Coreia do Sul, Pyongyang afirmou estar disposta a iniciar um diálogo com os Estados Unidos sobre o fim de seu programa nuclear e a suspender os testes de mísseis durante as negociações. A informação foi confirmada ontem por Chung Eui-yong, chefe da delegação sul-coreana.
Segundo Chung, o governo norte-coreano teria dito que não há necessidade de manter seu programa nuclear caso receba garantias internacionais de que o país não sofrerá um ataque militar e que o atual regime será respeitado. "A Coreia do Norte afirmou claramente que está disposta a se desnuclearizar", afirmou o sul-coreano em nota. "O regime deixou claro que não tem razão para manter armas nucleares se a ameaça militar for eliminada e forem dadas garantias de segurança."
Ele disse ainda que Kim aceitou se reunir com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, no primeiro encontro entre os líderes dos dois países desde 2007. A reunião deverá acontecer no fim de abril na fronteira entre as Coreias. Os dois lados também aceitaram criar uma linha direta para Moon e Kim conversarem.
Nos próximos dias, Chung viajará aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump e expor a situação. Depois, ele irá para Rússia e China, países mais próximos da Coreia do Norte.
Caso a declaração seja confirmada por Pyongyang, será a primeira vez desde que Kim chegou ao poder, em 2011, que ele sinaliza a possibilidade de abrir mão de seu programa nuclear, em mais um passo da recente reaproximação entre as duas Coreias. Após realizar diversos testes de mísseis e de armas nucleares ao longo de 2017, Pyongyang decidiu mudar o tom de sua diplomacia no início de 2018.
Em seu discurso de Ano-Novo, Kim deixou de lado as trocas de acusações com Trump e elogiou o país vizinho, expressando a vontade que atletas norte-coreanos participassem das Olimpíadas de Inverno, ocorridas em fevereiro na cidade sul-coreana de PyeongChang.
 
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