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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 06/03/2018. Alterada em 05/03 às 20h10min

Primeiro comboio de ajuda chega à região de Ghouta

Bombardeios das forças de Assad agravaram a crise humanitária

Bombardeios das forças de Assad agravaram a crise humanitária


/HAMZA AL-AJWEH/AFP/JC
A região síria de Ghouta Oriental, que está sob ataque das forças leais ao presidente Bashar al-Assad, começou a receber ontem um comboio humanitário, a primeira ajuda a chegar desde o início dos bombardeios, há duas semanas. Autoridades que acompanham o comboio reclamaram que o governo sírio impediu a entrada de parte dos medicamentos e que manteve os ataques durante a passagem do grupo. Segundo um acordo proposto pela Rússia, aliada de Assad, os bombardeios deveriam ser interrompidos durante cinco horas diárias para a passagem de ajuda humanitária.
"Precisamos ser assegurados de que vamos ser capazes de entregar o auxílio humanitário sob boas condições", disse à agência de notícias Reuters Ali al-Za'tari, representante da Organização das Nações Unidas (ONU) na missão. A região de Ghouta Oriental (formada por uma série de fazendas e cidades satélites) tem cerca de 400 moradores e é o último ponto controlado pelos rebeldes próximo a Damasco.
Por isso, desde 2013, o Exército sírio impôs um cerco ao local, dificultando o acesso da população a alimentos e remédios. A situação piorou desde o início da nova onda de ataques, com a qual Assad já teria recuperado mais de um terço do território da região. Mais de 700 pessoas morreram nos bombardeios, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede em Londres.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução pedindo uma trégua de 30 dias em Ghouta, mas a medida até o momento não foi seguida. Assad afirma que os rebeldes que controlam a região são, na verdade, terroristas e que, por isso, não iria seguir o cessar-fogo.
O comboio de ontem, formado por 46 caminhões, foi acompanhado pelas Nações Unidas, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Crescente Vermelho. O objetivo inicial era levar comida para 70 mil pessoas, mas, segundo Za'tari, no fim, apenas 27.500 moradores vão receber os alimentos, já que o governo sírio bloqueou a entrada do resto do material. A OMS afirmou que cerca de 70% dos equipamentos médicos, incluindo kits cirúrgicos, insulina e equipamentos de diálise, também foram impedidos de entrar.
A ONU afirmou que Damasco autorizou a entrada do restante do material em um novo comboio, que deve acontecer em três dias. A Síria não explicou as razões para o bloqueio.
 
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