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Porto Alegre, domingo, 04 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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relações internacionais

Alterada em 04/03 às 21h32min

EUA e Afeganistão enfrentam resistência do Taleban em nova negociação de paz

Apesar do apoio dos EUA, a nova oferta de paz do governo afegão para o Taleban não está sendo aceita. Os insurgentes não mostram sinal de mudança em sua demanda de que a negociação para um acordo que encerre o conflito ocorra em Washington, e não em Cabul.
O governo Trump diz que está aumentando a pressão sobre o Taleban para avançar em uma solução negociada para o confronto. Mas os EUA não estão oferecendo algo para persuadir os insurgentes a desistir da violência, segundo especialistas. Laurel Miller, que até junho passado foi uma diplomata norte-americana sênior para Afeganistão e Paquistão, disse que os EUA devem ser mais claros sobre o que estão dispostos a negociar, inclusive sobre quando vão tirar as forças do país do Afeganistão. "Isso poderia preparar o palco para conversas", disse.
Esse calendário parece uma perspectiva remota, já que Trump tem consistentemente criticado a ideia de dizer quando os EUA poderiam sair do país. O envolvimento dos EUA no conflito afegão está agora no seu 17º ano, e 10 mil civis afegãos foram mortos ou feridos só em 2017.
O novo esforço do presidente afegão, Ashraf Ghani, anunciado em uma conferência internacional em Cabul na semana passada, inclui incentivos para insurgentes que se juntarem às negociações e entrarem na política. O governo forneceria passaportes e vistos aos membros do Taleban e suas famílias e trabalharia para remover as sanções contra os seus líderes, disse o presidente. O grupo islâmico poderia criar um escritório.
Alice Wells, a principal diplomata dos EUA para o sul da Ásia, aprovou a abertura e disse que o "ônus" estava com o Taleban de demonstrar que está pronto para conversar, "não comigo ou com os Estados Unidos, mas com o soberano e legítimo governo do Afeganistão e com a população".
Barnett Rubin, um especialista em Afeganistão da Universidade de Nova York, que aconselhou a administração Obama, assinalou que "o problema é que a questão principal sobre a qual o Taleban está interessado em conversar é aquela sobre a qual não tem controle: a presença de tropas norte-americanas no Afeganistão".
Autoridades de segurança afegãs mantêm discussões com o Taleban, mas as negociações mais formais esbarram na insistência do Taleban de que seu "Emirado Islâmico", derrubado em uma invasão liderada pelos EUA em 2001 por hospedar a Al-Qaeda, segue sendo o governo legítimo do país. "A América deve acabar com sua ocupação e aceitar todos os nossos direitos legítimos, incluindo o direito de formar um governo consistente com as crenças do nosso povo", disse o grupo militante em carta de 14 de fevereiro dirigida ao povo norte-americano e "congressistas amantes da paz", na qual o grupo defendia um "diálogo pacífico" com Washington. 
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