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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Transporte público

Notícia da edição impressa de 13/03/2018. Alterada em 13/03 às 08h15min

Lotações de Porto Alegre não devem adotar aumento

Concessionários pedem à EPTC para manter a tarifa em R$ 6,00 do serviço

Concessionários pedem à EPTC para manter a tarifa em R$ 6,00 do serviço


LUCAS BARROSO/PMPA/JC
Igor Natusch
A partir de hoje, cada viagem de ônibus em Porto Alegre passa a custar R$ 4,30, um aumento de 6,17%. Com o reajuste, a cidade terá a tarifa mais cara entre as capitais - Curitiba (R$ 4,25), Belo Horizonte (R$ 4,05) e São Paulo e Goiânia (ambas R$ 4,00) vem logo atrás.
No entanto, o gerente executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação de Porto Alegre (ATL), Rogério Lago, garantiu que as lotações não vão aderir ao aumento, mantendo o preço de R$ 6,00. O valor sancionado é de R$ 6,05, mas as empresas enviaram ofício à Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) abrindo mão do reajuste. 
Pelas regras em vigor, a tarifa das lotações pode variar de 1,4 a 1,5 vezes o valor pago para as viagens de ônibus. O pedido da associação foi para que a variação ficasse em 1,4, o que levaria a passagem a R$ 6,02. De acordo com Lago, a expectativa era que o valor fosse arredondado para baixo - o que, na prática, eliminaria o reajuste. Mas a decisão da prefeitura foi de jogar a passagem para cima. "Nos causou surpresa. Já estávamos trabalhando com a ideia de que o valor permaneceria igual", diz Lago.
Na visão da ATL, a manutenção da tarifa é "uma sinalização de respeito ao usuário", em um cenário no qual a maioria dos gastos vem sofrendo reajustes. E acaba também tendo um aspecto prático, na medida em que os cinco centavos a mais criariam transtornos na hora do troco. Além disso, argumenta, a diferença acaba sendo "insignificante" em termos de concorrência com outros modais, em especial aplicativos de transporte.
Segundo Lago, o serviço vem enfrentando "queda significativa" no número de passageiros. A diminuição na rentabilidade do sistema está levando os empresários a cogitar remanejo nos itinerários oferecidos, com diminuição de rotas e até extinção de linhas. As alterações precisariam ser aprovadas pela EPTC antes de entrar em vigor.
A EPTC afirma, em nota, que a definição de R$ 6,05 para as lotações ocorre em respeito à Lei Municipal nº 9.229, que define os parâmetros para o transporte coletivo. "Se permanecesse R$ 6,00, seria 1,39 vezes o valor do ônibus, o que se opõe à legislação vigente. A contrariedade da lei pode ocasionar demandas administrativas e judiciais por aqueles que não pactuarem com o pedido da ATL", diz o texto. Ainda assim, o órgão garante estar avaliando uma alternativa para conceder o desconto desejado.

Usuários dos cartões TRI lotam posto de recarga no Centro antes de reajuste entrar em vigor

Mais de 11 mil recargas foram registradas, ontem, pela ATP

Mais de 11 mil recargas foram registradas, ontem, pela ATP


FREDY VIEIRA/JC
O movimento foi intenso ontem no posto de recarga de cartões TRI na rua Uruguai, Centro Histórico de Porto Alegre, quando os usuários tentaram aproveitar as últimas horas antes de a nova tarifa entrar em vigor. Coordenadora do serviço, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) aponta que 11.831 recargas foram registradas, até o final da tarde, nos três postos na cidade. Além da unidade no Centro, é possível adquirir créditos no cartão TRI no posto do Terminal Triângulo e na sede da ATP, no bairro Petrópolis. O posto central, que concentra a maioria das operações, não costuma registrar mais do que 5 mil recargas em dias úteis.
O aumento de passagem aprovado em votação do Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), na semana passada, foi de R$ 4,50, apontado originalmente pelo governo municipal. A prefeitura, porém, optou por uma tarifa menor, condicionada ao fim da gratuidade na integração para usuários do cartão TRI. Com a mudança, apenas estudantes farão sem custos a segunda viagem - os demais terão que arcar com 50% do valor caso peguem um segundo ônibus no prazo máximo de uma hora. Segundo a prefeitura, a mudança atinge 11% dos usuários. Desde sua instituição, em 1994, o Comtu nunca rejeitou propostas de reajuste tarifário encaminhadas pelo Executivo.
O Executivo também busca, junto à Câmara, aprovar projetos de lei que reduziriam ainda mais os benefícios a determinados grupos, o que permitiriam a cobrança de um valor menor por viagem, em torno dos R$ 4,00. Entre as mudanças defendidas estão o fim da gratuidade para idosos entre 60 e 64 anos, acabar com a presença obrigatória de cobradores nos coletivos e a adoção de um limite de renda familiar para usufruir da meia-passagem estudantil.
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